Assim como outros profissionais da área da Saúde, os fisioterapeutas estão atuando na linha de frente no combate ao novo coronavírus e na recuperação de pacientes em tratamento pela covid-19. Esses profissionais são responsáveis tanto por cuidar da parte cardiorrespiratória quanto da fisioterapia motora dos pacientes. De acordo com a coordenadora do curso de Fisioterapia da Unileão, profa. Gardênia Martins, o trabalho do fisioterapeuta é fundamental para melhorar a qualidade de assistência prestada a essas pessoas infectadas.
“Os fisioterapeutas atuam durante o enfrentamento da covid-19 em diferentes frentes de cuidado aos pacientes, desde a promoção, prevenção de saúde, até as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Nesse cenário, os fisioterapeutas formados na área de cardiorrespiratória e terapia intensiva ganharam maior visibilidade e protagonizaram os treinamentos das equipes, coordenações dos serviços, contratação de profissionais e, também, o gerenciamento e implantação dos protocolos”, afirma.
Além disso, os fisioterapeutas estão diretamente ligados a todo o processo de tratamento dos casos graves, agindo desde a intubação dos pacientes ao ajuste individualizado da ventilação mecânica e implantação da reabilitação precoce desses pacientes, o que é essencial para aumentar as chances de sobrevida dessas pessoas. Conforme a profa. Gardênia, os pacientes classificados como graves podem ficar em torno de 14 a 20 dias intubados, o que gera repercussões funcionais importantes e que, inclusive, podem acompanhar o paciente mesmo após a alta hospitalar.
“O fisioterapeuta na UTI estará com o paciente ajustando as modalidades ventilatórias, fazendo a avaliação cardiorrespiratória, usando os recursos terapêuticos de expansão e remoção de secreção, bem como será o responsável por fazer o planejamento da reabilitação precoce, de acordo com a necessidade de cada quadro. Em todos os momentos, a pessoa doente terá esse acompanhamento do fisioterapeuta e, certamente, isso contribuirá por uma assistência mais resolutiva e com menos impacto funcional aos pacientes”, explica a docente.
Para a profa. Gardênia Martins, esse período de pandemia deixa mais evidente a importância do papel desse profissional dentro do cenário da assistência. “Esse é um momento que talvez o protagonismo do fisioterapeuta tenha sido reconhecido de maneira mais consistente. Mas, a verdade é que esse papel já existe há muito tempo dentro dos serviços, seja nas unidades de alta complexidade, que são as UTIs, ou mesmo dentro do cenário da promoção da saúde, que é a atuação do fisioterapeuta nas UBS”, ressalta.




No Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), a Clínica-Escola de Fisioterapia oferece atendimentos gratuitos voltados para a saúde da mulher e do homem. Os atendimentos são feitos por estudantes supervisionados por preceptores e fazem parte de um componente curricular obrigatório.
O curso de Fisioterapia da Unileão divulgou a lista dos materiais a serem utilizados na disciplina de Avaliação Clínica em Fisioterapia e em Estágio Supervisionado I e II, bem como o modelo do fardamento completo para a utilização no estágio.
Evento contou com a exposição de trabalhos de alunos de Fisioterapia, Odontologia, Direito e Educação Física.
Estudo foi intitulado “Efeitos de um protocolo de prevenção de Hiperóxia em pacientes submetidos à ventilação mecânica”.

Evento reuniu professores e estudantes dos cursos de Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Odontologia e Psicologia.