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Tag: Dia Internacional das Mulheres

  • Elas por Elas: campanha da Unileão destaca a força da rede feminina de apoio e transformação

    Elas por Elas: campanha da Unileão destaca a força da rede feminina de apoio e transformação

    “Quando uma mulher vive de verdade, todas as outras também vivem”. A frase está no livro A ciranda das mulheres sábias, da norte-americana Clarissa Pinkola Estés. Para a autora, a força feminina reside na coletividade, como raízes que se entrelaçam sob a terra, sustentando-se mutuamente.

    É a partir dessa perspectiva que o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) apresenta sua campanha de Dia Internacional da Mulher: “Elas por Elas”. A iniciativa parte da convicção de que  nenhuma mulher se constrói sozinha. A proposta valoriza a rede feminina de acolhimento, empatia, apoio e fortalecimento mútuo, reforçando o compromisso institucional com a educação, a diversidade e a inclusão, pilares que fundamentam o reconhecimento da Unileão com o Selo de Responsabilidade Social Feminina, concedido pelo Instituto ELA – Educadoras do Brasil.

    A campanha se soma a ações concretas da instituição, integrando educação, responsabilidade social e impacto comunitário, a partir de duas vertentes: a superação — como uma mulher foi salva por outra mulher — e a ação prática — como uma mulher ajuda outra mulher.

    Confira abaixo na matéria especial.

    Superação que nasce do coletivo

    Para a professora do curso de Direito, Francilda Alcantara Mendes, a força feminina é construída no encontro. “Nenhuma de nós cresce sozinha”, afirma.

    Ao refletir sobre sua trajetória, ela destaca as mulheres que a influenciaram profundamente: a mãe, professoras como Suely Chacon, Zuleide Queiroz e Verônica Nascimento, amigas como Danyelle Clemente, Liana Bastos, Evelin Saraiva, Polliana Luna, Tamyris Madeira e Joseane Queiroz, além de referências intelectuais como Angela Davis, Clarice Lispector e Teresa de Ávila. Segundo a docente, nem sempre foi uma frase específica que marcou, mas o exemplo cotidiano de coragem e dignidade.

    “Muitas vezes, não foi uma frase específica que ouvi delas, mas a maneira como enfrentavam as dificuldades, como sustentavam seus lugares, como acreditavam em seus sonhos que me inspiraram e influenciaram. Também houve as amigas que me ampararam nos momentos de instabilidade e ofereceram apoio ou conselhos que muito me ajudaram”, relata.

    “Sou profundamente contagiada pela coragem de outras mulheres que ocuparam espaços com dignidade e firmeza”

    A docente também escolhe humanizar sua própria trajetória. Compartilha com suas alunas os desafios de conciliar estudos, trabalho, maternidade e responsabilidades assumidas muito cedo, além do diagnóstico de TDAH e das limitações enfrentadas por não ter tido oportunidades de pesquisa na graduação ou por não ter vindo de uma família abastada.

    “Eu não valido minhas alunas a partir de um pedestal. Eu compartilho com elas minhas próprias dificuldades. […] Quando eu exponho minhas vulnerabilidades, não o faço para fragilizar a autoridade docente, mas para humanizá-la. Eu caminho com minhas alunas. E, nesse caminhar coletivo, acredito firmemente que todas nós nos tornamos mais fortes”, considera.

    À frente de um grupo de pesquisa formado por mulheres no Direito, Francilda incentiva a produção científica como instrumento de emancipação e celebra conquistas de alunas como Vitória Sabrina e Maria Novais. Para ela, a legitimidade se constrói coletivamente.

    A rede de apoio, no entanto, vai além do ambiente acadêmico. A professora reconhece o papel essencial do esposo no equilíbrio entre vida profissional e afetiva, e destaca a importância das mulheres que cuidam de seus filhos e de sua mãe, que enfrenta um quadro grave de Alzheimer.

    “Enquanto eu trabalho, elas sustentam o que é mais precioso para mim. […] Aprendo com elas que a força feminina nem sempre está nos palcos ou nas publicações, mas também está na constância silenciosa do cuidado e do afeto”, diz.

    Ao falar sobre ser “salva” por outra mulher, ela menciona a própria filha: “Ser mãe de uma menina é ser salva todos os dias. […] Quando ela brinca, quando ri de algo simples, quando me chama para participar do seu pequeno mundo, algo em mim se reorganiza”.

    A força da escuta e do acolhimento

    Se a superação revela como mulheres são transformadas pelo apoio de outras, a ação prática mostra como esse apoio se materializa no cotidiano institucional. Para Nadyelle Diniz Gino, coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Unileão, o cuidado começa pela escuta.

    “Falar de mulheres que escutam mulheres nos traz um sentimento de identificação e um sentimento realmente de compreensão umas com as outras. Mas no SPA é importante ressaltar que o que traz esse sustento e esse sentimento de proteção é exatamente essa escuta qualificada, que fornece um espaço de sigilo, de acolhimento e responsabilidade ética”, explica.

    O SPA oferece um ambiente seguro, com acompanhamento de estagiários e orientadores, onde mulheres podem refletir sobre suas experiências e buscar seus próprios recursos para enfrentar desafios. De acordo com Nadyelle, não se trata de eliminar dificuldades, mas de fortalecer a autonomia.

    “Não é sobre remover os desafios — os desafios estão no nosso dia a dia — mas também é mostrar que é possível tendo autonomia, e que existem caminhos para lidar”, afirma.

    Ela reconhece, ainda, a influência de mulheres em sua própria trajetória — das avós, mãe e tias às colegas de trabalho e à coordenadora do curso de Psicologia, Flaviane Troglio. Gestos simples, como um “bom dia”, um abraço ou uma troca de ideias em reunião, também compõem essa rede de fortalecimento.

    “Falar de mulheres que escutam mulheres nos traz um sentimento de identificação e um sentimento realmente de compreensão umas com as outras”

    Uma ciranda que atravessa gerações

    A metáfora apresentada por Clarissa Pinkola Estés — a de raízes que se unem sob a terra e se nutrem mutuamente — sintetiza o espírito da campanha “Elas por Elas”. Muitas vezes, ser salva significa ser lembrada de quem se é. Significa receber legitimidade, incentivo, escuta e cuidado.

    Ao reforçar essa linhagem de mulheres que se protegem e se impulsionam, a Unileão reafirma que seu compromisso vai além de uma data comemorativa. Trata-se de reconhecer e fortalecer uma cultura institucional baseada na educação como instrumento de emancipação, na responsabilidade social e na construção coletiva.

    Porque, como ensina a própria ciranda, quando uma mulher avança, muitas outras avançam com ela.

    Fotos: reprodução do Instagram

  • Unileão recebe edição da Feira de Marias e reforça compromisso com equidade de gênero

    Unileão recebe edição da Feira de Marias e reforça compromisso com equidade de gênero

    O Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) sediou, na noite desta quarta-feira, uma edição especial da Feira de Marias, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no Cariri. O evento integrou a programação alusiva ao Mês Internacional de Luta das Mulheres e aconteceu no Pátio do Bloco D, no campus Lagoa Seca, reunindo empreendedoras da região que atuam nos segmentos de arte e artesanato.

    Além da exposição e comercialização de produtos, a programação contou com uma roda de conversa com o tema “Caminhos para o enfrentamento à violência de gênero no Cariri cearense”. O debate reuniu a professora do curso de Psicologia da Unileão, Moema Alves, a psicóloga e egressa da instituição e idealizadora da Feira de Marias, Oda Ferreira, e a jornalista e pesquisadora Laura Brasil.

    Durante a discussão, a professora Moema Alves destacou o papel social da iniciativa ao integrar diferentes públicos e promover troca de experiências. “Iniciativas como essas da feira conseguem trazer vida e saúde às mulheres, porque elas integram a coletividade”, afirmou.

    A jornalista e pesquisadora Laura Brasil contextualizou o debate apresentando dados sobre a violência contra a mulher na região. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Ceará, somente em 2026 Juazeiro do Norte já registrou 149 notificações de violência contra mulheres, número que, de acordo com a pesquisadora, pode ser ainda maior devido à subnotificação.

    Laura ressaltou que o Brasil possui uma das legislações mais avançadas no enfrentamento à violência doméstica. “A Lei Maria da Penha é uma legislação completa e estratégica, comparável às melhores do mundo. O problema está na prática: entre a denúncia e a prisão do agressor existe uma lacuna perigosa”, explicou. Para a pesquisadora, além da conscientização, é necessário ampliar a mobilização social e política sobre o tema. “Não basta apenas reconhecer o problema. É preciso agir, cobrar e transformar. O debate é importante, mas a ação é urgente”, enfatizou.

    A roda de conversa também contou com a participação de estudantes da instituição. A aluna do 5º semestre de Psicologia, Jesefa Cristian dos Santos, destacou a relação do debate com os conteúdos trabalhados no curso. “Eu vejo que não é uma simples roda de conversa, é mais uma aula fora das paredes da sala”, afirmou, ressaltando a conexão da discussão com temas como promoção da saúde, abordagem comunitária e epidemiologia.

    Já Bárbara Gois, estudante do 7º semestre de Psicologia, compartilhou a experiência do estágio realizado na Casa da Mulher Cearense, em Juazeiro do Norte, onde acompanhou de perto o trabalho de apoio às vítimas. Segundo ela, a vivência reforçou a importância da integração entre diferentes áreas do conhecimento. “Percebi, de forma prática, a junção entre Direito e Psicologia, uma integração que considero fundamental”, disse.

    A estudante também destacou o caráter prático da iniciativa promovida pela Feira de Marias. “Acredito que debater e falar sobre violência contra a mulher é importante, mas não suficiente. Muitas vezes ficamos apenas no discurso, sem ação. O que a Oda fez com essa ideia foi justamente transformar conhecimento em ação”, pontuou.

    Reconhecida com o Selo de Responsabilidade Social Feminina, concedido pelo Instituto ELA – Educadoras do Brasil, a Unileão reafirma, por meio de iniciativas como a Feira de Marias, seu compromisso com a educação, a diversidade e a inclusão. A realização do evento integra ações institucionais voltadas à promoção da equidade de gênero e ao fortalecimento de iniciativas com impacto social na região do Cariri.

    Confira abaixo alguns registros da feira!

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  • Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é coragem e a outra metade também”

    Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é coragem e a outra metade também”

    O ambiente jurídico brasileiro, tradicionalmente dominado por homens, é um dos campos mais desafiadores para as mulheres. É o que avalia a professora Joseane Vieira, docente do curso de Direito da Unileão, ao percorrer rapidamente na memória o caminho que a fez chegar até aqui. Ao mesmo tempo, o olhar de quem fará dez anos labutando em sala de aula permite avaliar, também, a crescente presença feminina na graduação, embora ainda enfrentando dificuldades para conquistar a mesma inserção no mercado de trabalho.

    “Eu pude perceber isso em várias nuances durante a minha trajetória profissional. A minha luta e o que eu busco a cada dia, na docência, é servir de inspiração para que tanto alunos, mas, principalmente, as estudantes, encontrem uma inspiração e saibam que existe, sim, espaço para que a gente possa exercer a nossa feminilidade sem deixar de ser competentes e reconhecidas dentro da nossa área”, afirma.

    Ao longo da carreira, a professora se deparou com os obstáculos enfrentados por outras tantas mulheres que escolheram áreas historicamente masculinas. Ela lembra que, por muitos anos, as posições de destaque no Direito eram, em sua maioria, ocupadas por homens. Esse contexto, no entanto, não a impediu de seguir em frente. Para ela, a docência representa uma oportunidade de transformação e espaço onde pode se tornar referência e incentivar outras mulheres a seguirem firmes em suas carreiras.

    “Metade de mim é coragem e a outra metade também”

    “Ainda bem que esse cenário tem mudado nos últimos anos e eu me sinto muito feliz em fazer parte dessa mudança e enxergar essa mudança no meu dia a dia. E eu me esforço para ser também esse exemplo para as estudantes, porque eu acredito que nós precisamos, sim, de um olhar mais humano, de um olhar comprometido. E a mulher traz essa perspectiva, ela sabe gerenciar muitos papéis, cuidar de muitas coisas e, às vezes, deixa até de lado cuidar de si mesma. Mas a importância de trabalhar nesse espaço, ela existe e nós temos de continuar lutando por isso”, considera.

    Empoderar-se e ser protagonista da própria história

    Ao refletir sobre as mulheres que a inspiraram ao longo de sua jornada, a professora cita figuras como as ministras do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie e Cármen Lúcia, que compartilham da mesma profissão, e também a ativista Maria da Penha, símbolo na luta contra a violência de gênero. Para ela, a trajetória de Maria da Penha é um exemplo claro de protagonismo – uma palavra que reflete a própria missão de Joseane como professora e profissional do Direito.

    “Eu sou professora dos semestres iniciais, e uma fala que eu sempre gosto de trazer para eles [os estudantes] é que o curso nos auxilia a nos empoderar e ser protagonista da nossa própria história, de entender que a gente é um ser social, saber como a sociedade funciona, quais são os nossos direitos e deveres e isso nos dá voz, nos dá segurança de que a gente é capaz”, defende.

    Segundo a professora, a luta de Maria da Penha – vítima de violência doméstica que se tornou defensora dos direitos das mulheres e responsável pela criação da Lei de mesmo nome – é uma grande inspiração para suas alunas, mostrando como é possível se empoderar e lutar por um mundo mais justo e igualitário. “Quando a Maria da Penha se viu naquela situação, não se conformou ou ficou se vitimizando. Foi atrás de conhecimento, se municiou do que o conhecimento pode trazer para ela nessa luta e se tornou protagonista do destino dela”, acrescenta.

    Mensagem às mulheres

    “A minha trajetória me mostrou que a gente precisa ter muita garra, muita certeza do que a gente quer e saber os espaços em que a gente se insere. Eu gosto muito de uma frase que diz: ‘Só recebem as melhores batalhas, os melhores soldados’. Então, se a gente tem tanta demanda, consegue lidar com tanta coisa, é porque a gente pode. Somos competentes, conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas não somos super-heróis. A gente precisa reconhecer esse papel, tentar equilibrar isso trazendo harmonia para a vida pessoal e profissional, para que a gente não se sobrecarregue. Então, a mensagem é: vamos nos apoiar, vamos compartilhar as responsabilidades.”

  • Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é constância e a outra metade também”

    Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é constância e a outra metade também”

    A professora Samara Facundo chegou a Unileão em 2017, após uma trajetória de dedicação e construção de espaços para sua entrada na instituição. Desde o início, ela sabia que a docência era a realização de um sonho. “Eu sempre quis vir para a Unileão e fui construindo os tijolinhos para que eu pudesse participar dos processos seletivos”, lembra. Hoje, é referência no ensino de Administração e Ciências Contábeis e exerce um papel de liderança como coordenadora do Comitê de Ética e Pesquisa e do Núcleo de Apoio Fiscal.

    Para a docente, lecionar é mais do que um ofício; é uma paixão que a motiva a contribuir para a formação de novos profissionais. Ela acredita no poder transformador da mulher, especialmente no campo acadêmico, onde sua presença é fundamental para criar um ambiente mais inclusivo, acolhedor e comprometido com as mudanças sociais. “A mulher tem um papel de transformação, principalmente na área da docência, de conseguir inspirar pelo exemplo. [Nos cargos de gestão] A mulher traz um papel resiliente e bem mais cauteloso no cuidado e na atuação diária, um olhar mais preocupado com os detalhes”, considera.

    A professora também acredita que o segredo para uma gestão eficaz e humana está no acolhimento. “Por mais que possa parecer clichê, pensar num lado humano e acolhedor faz toda a diferença. O olhar mais cuidadoso, o olhar mais cauteloso,  conduz até mesmo uma conversa que poderia ter um viés mais amedrontador. E com esse olhar, com essa cautela, conseguimos conduzir e propor soluções bem mais fluidas e mais suaves para os problemas”, afirma.

    A força feminina que impacta a sociedade

    As trajetórias da professora Samara e da ativista e ambientalista sueca Greta Thunberg se ancoram na força da transformação e do compromisso com uma causa capaz de gerar impactos reais na sociedade. “A força como luta não só de uma construção de revolução, mas de fazer a diferença, ter noção do seu papel e mostrar a força que uma mulher tem no processo de lutar por uma ideia e de mostrar que ela não é uma mera discussão, mas uma contribuição que vai impactar toda a sociedade”, acredita. Assim, a palavra “constância”, reflete não só a dedicação contínua da professora ao seu trabalho e à sua formação, mas também à perseverança diante dos desafios que surgem ao longo do caminho.

    Mensagem às Mulheres

    “Há uma frase que trilha as minhas decisões: ‘É justo que muito custe o que muito vale’, de Santa Teresa [religiosa do século 16, considerada ‘Doutora da Igreja’ Católica]. Isso significa que, por mais batalhas que se apresentem durante aquela escolha ou aquela oportunidade, pode ser o caminho mais correto a se seguir. E, muitas vezes, um sonho pode custar caro, custar renúncia, mas, lá na frente, a gente colhe resultados exuberantes. Metade de mim é constância e a outra metade também.”

  • Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é resiliência e a outra metade também”

    Dia Internacional da Mulher: “Metade de mim é resiliência e a outra metade também”

    Desde a infância, a professora Raíra Justino sabia que queria ser cientista. Mas as representações que via em filmes e desenhos animados eram, em sua maioria, masculinas, o que fazia o sonho parecer distante e, por vezes, quase inalcançável. Hoje, com orgulho, ela vê esse sonho realizado: é professora e pesquisadora do curso de Biomedicina da Unileão, instituição onde se formou em 2013.

    “Quando entrei na graduação, vi que muitas mulheres estavam ocupando papéis importantes, tanto na parte administrativa quanto entre as professoras. Isso me deu inspiração e força para seguir”, relembra. E ainda olhando para a jornada que a levou do sonho à realidade, diz, orgulhosa de si: “Eu sou a cientista que, quando criança, eu pensava em ser. E isso é uma realização para mim”.

    No entanto, ressalta que sua realização não se limita apenas a sua própria pesquisa. Ela sente também uma grande satisfação ao ver suas alunas e alunos se desenvolvendo e se tornando profissionais comprometidos. “Hoje eu também me sinto muito feliz em poder talvez ser inspiração para essas novas mulheres que ingressam aqui, alguém que elas podem se inspirar”.

    Apesar disso, o caminho da professora Raíra, assim como o de muitas outras mulheres na Ciência, foi marcado por situações desafiadoras que testaram a sua capacidade de resiliência em um ambiente predominantemente masculino. Ela teve de aprender a confiar em suas habilidades e superar obstáculos que frequentemente surgiam em sua trajetória. Para ela, a crescente presença feminina nesse campo é essencial para garantir mais igualdade e fortalecer os direitos das mulheres.

    “Talvez algumas das nossas ideias não sejam aceitas de primeira, algumas das nossas análises sejam colocadas em dúvida e nós precisamos, primeiro, acreditar em nosso trabalho e ter a certeza daquilo que nós estamos fazendo e buscar sempre o melhor. Quanto mais lugares a gente puder ocupar, mais a gente vai conseguir alavancar os direitos das mulheres”, acredita.

    A força da resiliência

    A trajetória da professora Raíra se entrelaça com a de outra biomédica de destaque: Jaqueline Goes, pesquisadora que teve grande visibilidade por seu trabalho no sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 (Coronavírus/Covid-19). As duas, com suas respectivas histórias de superação e impacto na Ciência, representam a força da resiliência feminina.

    “A Jaqueline Gois se tornou uma grande referência de Ciência, de pesquisadora, de mulher e uma mulher negra. Ela é uma biomédica que ajudou em um momento tão importante que o Brasil precisava ali da função que ela exercia. Então, ela estar nesse lugar, ela ter trazido um olhar do Brasil todo para a nossa profissão, para as mulheres, para as mulheres negras, para as mulheres pesquisadoras, isso se tornou um referencial. E isso inspira”, destaca a professora. Assim, a palavra “resiliência”, para ela, sintetiza a luta constante das mulheres para ocupar os espaços que merecem.

    Mensagem às Mulheres

    “A mensagem que eu posso deixar é: corram atrás dos seus objetivos e não desistam. Não deixem ninguém parar vocês. Se vocês sabem o que querem e têm esse desejo, corram atrás e não parem até atingir seus objetivos. Metade de mim é resiliência e a outra metade também.”

  • Grandes mulheres: elas estão entre nós

    Grandes mulheres: elas estão entre nós

    O que as professoras Raíra Justino, Joseane Vieira e Samara Facundo têm a ver com a biomédica Jaqueline Goes, uma das responsáveis pelo mapeamento do genoma do coronavírus no Brasil; com a ativista na luta contra a violência de gênero, Maria da Penha; e com a jovem ativista e ambientalista sueca Greta Thunberg? Cada uma, a sua maneira e em seus espaços de atuação cotidiana, também são exemplos de grandes mulheres que influenciam gerações e protagonizam um futuro mais inclusivo e transformador.

    Inspirada na canção “Metade”, interpretada por Oswaldo Montenegro, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) celebra o Dia Internacional da Mulher com a campanha: “Metade de mim é uma grande mulher, e a outra metade também”. A intenção é exaltar as figuras femininas que compõem a instituição, e como elas construíram suas histórias e suas metades.

    Serão três reportagens especiais que destacam tanto o trabalho acadêmico das professoras que ilustram a campanha, quanto suas contribuições no ambiente universitário e além, explorando a jornada de cada uma, suas dificuldades e o que as motiva a persistir, destacando a força e a determinação que as fazem ser “grandes mulheres” no contexto em que estão.

    Até mais!

  • Eixo Estratégia, do curso de Administração, promove evento em comemoração ao Dia das Mulheres

    Eixo Estratégia, do curso de Administração, promove evento em comemoração ao Dia das Mulheres

    O Eixo Estratégia, do curso de Administração do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), reuniu mulheres de diferentes origens e experiências em um evento intitulado “Celebrando a força feminina”, na noite desta quinta-feira, 7 de março, véspera do Dia Internacional das Mulheres.

    Organizado em roda de conversa no pátio do bloco A, do campus Lagoa Seca, o evento trouxe as vozes das professoras Joyce Albuquerque (atual coordenadora do curso de Administração), Danielly Pereira Parente (do curso de Direito) e Márcia Leite (dos cursos de Gestão).

    A proposta, de acordo com a professora Joyce, foi celebrar e refletir a força, a sensibilidade e o papel da mulher na sociedade contemporânea, destacando a importância do empoderamento feminino em todas as esferas da vida, além de discutir questões relevantes, promovendo a conscientização sobre os desafios enfrentados pela mulheres e ao mesmo tempo celebrar as suas conquistas.

    “Ao unir esforços e vozes, a comunidade acadêmica demonstrou seu compromisso em construir um futuro onde o potencial de todas as mulheres seja plenamente reconhecido e valorizado, criando assim um mundo mais justo e inclusivo para todos”, afirma a professora.

    Durante o encontro, foi ressaltada a importância do empoderamento feminino não apenas como um meio de fortalecer individualmente as mulheres, permitindo-lhes alcançar seus objetivos e potencial máximo, mas também como um catalisador para uma sociedade mais justa e igualitária, na explicação da professora. Ela também sublinha que o reconhecimento e a valorização das contribuições das mulheres em todos os aspectos da sociedade são fundamentais para o avanço em direção a um mundo mais inclusivo e equitativo e que “a força da mulher é a força da humanidade”.

    “Essa celebração não apenas reconhece as realizações das mulheres, mas também reafirma o compromisso com a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as pessoas, independentemente do gênero”, acrescenta a docente.

    Confira alguns registros do evento! 

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  • Curso de Direito e NUCAP da Unileão promovem evento no Dia Internacional das Mulheres

    Curso de Direito e NUCAP da Unileão promovem evento no Dia Internacional das Mulheres

    O curso de Direito da Unileão, em parceria com o Núcleo de Carreira e Profissão (NUCAP), irá realizar o evento “Mulher: substantivo feminino”, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O encontro acontecerá no turno da noite, das 18h às 22h, no auditório do bloco E – campus Lagoa Seca. As inscrições estarão abertas até o dia 8 de março, por meio deste link.

    Inscreva-se aqui!

    O evento contará com a presença da palestrante Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada do Estado do RS e advogada especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões, que vai ministrar um encontro no formato remoto; e das palestrantes Ana Carolina Montenegro Cavalcanti, Juíza Supervisora do Núcleo Permanente de Apoio às Comarcas do Interior desde maio de 2021; Alyne Andrelyna Lima Rocha Calou, professora do curso de Direito da Unileão; e Danielly Pereira Clemente, advogada e também professora do curso de Direito da Unileão, que participarão do evento presencialmente.

    O momento tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em todo o mundo, incluindo violência de gênero, desigualdade salarial e falta de representação em posições de liderança.

    Palestrantes:

    Maria Berenice Dias

    –       Desembargadora aposentada do Estado do RS;

    –       Advogada especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões;

    –       Pós-graduada e mestra em Processo Civil – PUC-RS;

    –       Fundadora e Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM;

    –       Integra o Projeto Crianças Invisíveis e presidiu a comissão que elaborou o Estatuto da Adoção (PLS 394/2017);

    –       Preside a Comissão Nacional de Direito Homoafetivo e Gênero do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM;

    –       Presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual e Gênero do Conselho Federal da OAB;

    –       Coordenou a elaboração do Estatuto da Diversidade Sexual e Gênero;

    –       Diretora das Relações de Gênero da Curadoria da Bienal do Mercosul;

    –       Autora de diversas obras.

     

    Ana Carolina Montenegro Cavalcanti

    –       Graduação em Direito em 2007 no Centro Universitário de João Pessoa, UNIPÊ, Brasil;

    –       Pós-graduada em Processo Civil pelo Centro Universitário de João Pessoa;

    –       Pós-graduada em direito processual pela UNISUL;

    –       Advogada entre 2008 e 2013;

    –       Juíza de Direito do TJCE desde julho de 2013;

    –       Juíza Eleitoral da 70ª Zona Eleitoral em 2013;

    –       Juíza Eleitoral da 31ª Zona Eleitoral em 2021;

    –       Diretora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos de Iguatu de 2015 a 2018;

    –       Diretora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos de Barbalha em 2019;

    –       Juíza Supervisora do Núcleo Permanente de Apoio às Comarcas do Interior desde maio de 2021;

    –       Membro do grupo de trabalho da implementação da videoconferência do TJCE.

     

    Danielly Pereira Clemente

    –       Graduada em Direito pela Universidade Regional do Cariri – URCA;

    –       Especialista em Direito Constitucional pela Universidade Regional do Cariri – URCA;

    –       Mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB;

    –       Advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE);

    –       Possui experiência docente com ênfase em Direitos Humanos e Teoria Crítica do Direito.

     

    Alyne Andrelyna Lima Rocha Calou

    –       Mestranda do programa de mestrado de Ensino em Saúde pelo Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão);

    –       Possui graduação em Direito pela Universidade Regional do Cariri (2000);

    –       Foi Diretora do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca do Crato/CE, no período de 23 de março de 2004 a 14 de fevereiro de 2006;

    –       Diretora de Secretaria da 2ª Vara Criminal da Comarca do Crato/CE, no período de fevereiro de 2006 a junho de 2015;

    –       Atualmente é advogada – Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Ceará;

    –       Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual;

    –       Pós-graduada em docência do ensino superior pela Unileão;

    –       Possui curso de Formação de mediador judicial pelo CNJ e Curso de Formação de Instrutor do CNJ;

    –       Coordenou o Núcleo de Prática Jurídica do Centro Universitário Dr. Leão Sampaio – Unileão no período de novembro de 2015 a agosto de 2017;

    –       Ministra as disciplinas de Ética e Regulamentação Profissional, Direito das Famílias, Direito da Criança e do Adolescente, e Métodos Adequados de Solução de Conflitos;

    –       Preside a Comissão de Mediação, Conciliação e Arbitragem da OAB-CE, subseccional de Juazeiro do Norte/CE.

     

    Serviço

    Palestra – Mulher: substantivo feminino

    Data: 8 de março

    Horário: 18h às 22h

    Local: Auditório do bloco E – campus Lagoa Seca

     

    Confira também: Unileão realiza evento referente ao recebimento do Selo de Responsabilidade Social Feminina do Instituto ELA