Unileão Homologação

Dia Internacional da Enfermagem: há 20 anos, a Unileão ajuda a formar enfermeiros que fortalecem a saúde do Cariri

Escrito por

em

Neste 12 de maio, data em que se celebra o Dia Internacional da Enfermagem, histórias de professores e egressos do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) ajudam a contar também a transformação da saúde no Cariri nas últimas duas décadas.

Quando Maryldes Lucena entrou na primeira turma de Enfermagem da então Faculdade Doutor Leão Sampaio, em 2006, não imaginava que voltaria depois como coordenadora. O incentivo veio da avó paterna, que acreditava em dois pontos: a neta seria feliz na profissão e a instituição teria um papel importante na formação de profissionais para o Cariri.

Em 2026, o curso de Enfermagem da Unileão completa 20 anos. Desde a primeira colação de grau, em 2009, já são 2.096 enfermeiros formados, muitos dos quais atuando em hospitais, UTIs, unidades básicas de saúde, clínicas, consultórios e programas públicos em diferentes cidades da região.

Um novo cenário para a Enfermagem

A professora Kátia Figueiredo acompanhou essa história desde o início. Ela participou da implantação do curso e também atua na Atenção Básica, experiência que aproxima a sala de aula da realidade dos serviços de saúde.

“Quando o curso iniciou, a Atenção Básica na região estava em período de expansão. Não tínhamos enfermeiros empreendedores, não havia consultórios”, relembra.

Hoje, egressos ocupam cargos de assistência e gestão em hospitais da região, coordenam serviços públicos e atuam em consultórios próprios nas áreas de saúde da mulher, vacinação, práticas integrativas e estética.

O alcance também ultrapassou o Cariri. Ex-alunos ingressaram em programas de mestrado e doutorado em instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp).

“A gente não está formando enfermeiro só para atuar na assistência. A gente está formando pesquisadores de excelente qualidade, afirma Kátia.

O impacto da formação também aparece fora das salas de aula. Atualmente, o curso mantém seis projetos de extensão ativos. Um deles é o Enfermagem da Alegria, que há mais de dez anos utiliza o brincar terapêutico para humanizar o atendimento de crianças hospitalizadas.

Além das ações extensionistas e ligas acadêmicas, o curso conta com o Grupo de Pesquisa Avançada em Enfermagem (GPAE) voltado à produção de conhecimento aplicado às demandas da saúde regional.

Da graduação à linha de frente

A trajetória do enfermeiro Thiago Bruno representa a inserção rápida dos profissionais formados pela instituição no mercado de trabalho. Uma semana após a colação de grau, ele já atuava na Atenção Básica. Hoje, trabalha como enfermeiro concursado em Barbalha e como intensivista no Hospital Regional do Cariri, pelo ISGH. Também teve experiência na docência.

Já durante a pandemia da Covid-19, esteve na linha de frente da assistência hospitalar. “Viver aquele período me fez compreender que a Enfermagem vai muito além da técnica. Ela exige força emocional, empatia, resiliência e presença humana”, afirma.

Para a professora Kátia, é na prática diária que o impacto da profissão se torna mais visível. “Quando eles cuidam de um paciente que tem um ferimento e aquele ferimento cicatriza, quando orientam uma mulher sobre o método contraceptivo mais adequado para ela, percebo que realmente transformam a vida das pessoas”, diz.

Os desafios da próxima década

Hoje à frente da coordenação, a professora Maryldes, que abre esta reportagem, observa nos estudantes os mesmos questionamentos que tinha no início da graduação.

Quando ingressou, também acreditava que a atuação do enfermeiro se limitava a hospitais e postos de saúde. Ao iniciar a carreira, viu que poderia atuar na saúde mental, na docência e na gestão acadêmica, além de seguir pela formação no mestrado e no doutorado. Para ela, no entanto, um pilar continua indispensável na formação.

“O que percebo, o que aprendi e que até hoje é de grande valia, especialmente nessa época de tecnologia e de inteligência artificial, é que nada substitui a humanização. E isso faz a diferença na profissão, independente de qual função ou qual serviço você esteja inserido”, considera.

Com o fortalecimento do Cariri como polo regional de saúde e educação, a coordenadora acredita que os próximos anos exigirão profissionais cada vez mais preparados técnica e emocionalmente.

Entre as prioridades do curso para o futuro estão o fortalecimento da formação científica, o uso de tecnologias aplicadas à saúde e o desenvolvimento de habilidades humanas, como comunicação e empatia.

“Meu desejo é que o curso continue sendo reconhecido como sério e formador de profissionais de excelência”, conclui Maryldes, hoje à frente do mesmo curso em que começou sua trajetória há 20 anos.

[su_image_carousel source=”media: 72649,72650,72651,72652″ limit=”2″ slides_style=”photo” align=”center” max_width=”90%” captions=”yes” dots=”no” autoplay=”2″ image_size=”medium_large”]