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Categoria: Unileão Sustentável

  • Sustentabilidade na Unileão: ensino que vira ação na comunidade

    Sustentabilidade na Unileão: ensino que vira ação na comunidade

    Quando se fala em sustentabilidade, muita gente pensa imediatamente em reciclagem, preservação ambiental ou redução de resíduos. Mas o conceito também envolve cultura, saúde, inclusão social e fortalecimento das comunidades.

    É essa visão ampliada que estudantes da Unileão vêm experimentando na prática por meio de projetos que conectam a formação acadêmica aos desafios da sociedade.

    Um dos exemplos é o projeto “Cartografia das Curas e Benzimentos” desenvolvido por estudantes dos cursos de Direito e Medicina. A iniciativa percorre comunidades do Crajubar (Crato, Juazeiro e Barbalha) para mapear práticas tradicionais de cura, benzimentos e saberes populares transmitidos entre gerações.

    O trabalho já conquistou reconhecimento internacional com a aprovação de um artigo científico no VIII Congresso Mexicano de Antropologia Social e Etnologia, um dos mais importantes da América Latina.

    Para o professor Pedro Adjedan, orientador da pesquisa, a iniciativa fortalece o diálogo entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares.

    “O diálogo entre os saberes tradicionais e a universidade se faz necessário para uma formação humanizada, sobretudo para uma mudança paradigmática sobre a perspectiva de saúde, doença, identidade e territorialidade”, explica.

    Valorização da cultura local

    Além da produção científica, o projeto contribui para o reconhecimento de práticas culturais historicamente presentes na região do Cariri.

    Para Gabriel Freitas, estudante do quarto semestre de Direito, o resultado alcançado reforça a importância de preservar esses conhecimentos.

    “Essa aprovação é muito importante não só para o projeto, mas também para a valorização da cultura popular aqui do Cariri, principalmente do trabalho das rezadeiras, curandeiras, meizinheiras e das pessoas que produzem os famosos xaropes e chás medicinais”, afirma.

    Como a sustentabilidade chega à sala de aula

    Outra iniciativa que conecta os conteúdos acadêmicos a projetos voltados para o desenvolvimento sustentável é o Programa de Educação Ambiental Social (PEAS).

    A proposta vai além da preservação ambiental. Os projetos desenvolvidos estimulam competências como responsabilidade social, trabalho em equipe, visão crítica, cidadania e atuação profissional.

    Projetos que geram impacto dentro e fora da universidade

    Atualmente, estudantes de diferentes cursos participam de iniciativas voltadas à sustentabilidade e à transformação social.

    Entre elas estão:

    Administração e Ciências Contábeis

    Projeto de coleta de óleo de cozinha usado em parceria com a Sabão Juá, que transforma o resíduo em produtos destinados a comunidades.

    Biomedicina

    O projeto Lab Vivo trabalha com plantas medicinais e educação em saúde.

    Enfermagem

    Ações educativas sobre o descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso nas Unidades Básicas de Saúde.

    Fisioterapia

    O projeto Fisio Sustentável promove atividades de conscientização ambiental e responsabilidade social.

    Odontologia

    Orientações sobre saúde bucal e incentivo ao uso de escovas produzidas com materiais mais sustentáveis.

    Psicologia

    Discussões sobre saúde mental e construção de espaços de bem viver entre estudantes.

    Educação Física

    O LABJOR desenvolve brinquedos a partir de materiais recicláveis utilizados em escolas públicas de Juazeiro do Norte.

    Medicina

    Distribuição de mudas de árvores e atividades educativas que discutem a relação entre meio ambiente, qualidade de vida e saúde mental.

    Formação profissional conectada aos desafios do presente

    Cada projeto é acompanhado por docentes e busca aproximar o conhecimento acadêmico das demandas reais da sociedade.

    O objetivo é formar profissionais capazes de compreender os impactos sociais, ambientais e culturais de suas decisões e atuar de forma mais consciente em suas áreas de atuação.

    Esse compromisso também foi reconhecido nacionalmente. Em 2025, a Unileão recebeu o selo Instituição Socialmente Responsável, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que reconhece instituições com atuação permanente em benefício das comunidades onde estão inseridas.

    Ao incorporar a sustentabilidade em diferentes cursos, a Unileão reforça uma ideia cada vez mais presente no mercado e na sociedade: formar profissionais para o futuro também significa prepará-los para enfrentar os desafios do presente.

  • Reciclagem de papel na Unileão equivale a 13 árvores no Cariri

    Reciclagem de papel na Unileão equivale a 13 árvores no Cariri

    Os resíduos descartados diariamente em salas de aula, setores administrativos e espaços de convivência podem parecer pequenos quando vistos de forma isolada. Mas, reunidos ao longo de um ano, ajudam a dimensionar efeitos ambientais concretos.

    No Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), por exemplo, foram recicladas 6,5 toneladas de papel nos três campi ao longo do último ano. É o maior volume registrado desde o início do monitoramento, em 2016. Os dados são do Relatório de Sustentabilidade 2025.

    O número representa um crescimento de aproximadamente 13,3% em relação a 2024, quando foram reciclados 5.736 kg de papel. Isso significa que 764 kg a mais deixaram de ir para aterro sanitário em um ano.

    Segundo parâmetros utilizados por organizações ambientais, como a SOS Mata Atlântica, evitar esse descarte gera um benefício ao ar equivalente ao que 13 árvores adultas limpam da atmosfera no mesmo período.

    Árvores absorvem gás carbônico (CO₂) para crescer e liberam oxigênio, atuando como filtros naturais. Por isso, sua capacidade de absorção é usada como referência para mensurar o impacto de ações como a reciclagem. O cálculo considera a média de 17 árvores para cada tonelada de papel que deixa de ser descartada incorretamente.

    Considerando o volume total reciclado em 2025, o efeito ambiental estimado equivale ao trabalho de aproximadamente 110 árvores.

    Os dados ajudam a demonstrar como materiais descartados incorretamente continuam produzindo efeitos ambientais mesmo após o consumo.

    O relatório contabiliza ainda a reciclagem de 95 kg de plástico, entre garrafas PET e embalagens. Embora seja um volume menor, o material possui alto potencial poluente quando descartado de forma inadequada. A reciclagem desse volume evitou a emissão estimada de aproximadamente 285 kg de gases de efeito estufa.

    Na prática, isso significa menos resíduos acumulados no meio ambiente e menos poluição liberada na atmosfera de cidades que já convivem com aumento das temperaturas, crescimento urbano e pressão sobre os serviços de limpeza e descarte, como a região do Crajubar (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha).

    Leia o relatório na íntegra clicando aqui.

    Para onde vão os resíduos recicláveis

    Parte desses resíduos é destinada à Associação de Catadores e à Ambipar, responsáveis pela triagem e reaproveitamento dos materiais.

    Para a professora Ana Isabel, coordenadora do Comitê de Sustentabilidade da Unileão, o crescimento dos números reflete uma mudança gradual na relação da comunidade acadêmica com o descarte de resíduos.

    Enquanto centro universitário, queremos mostrar que, se cada um fizer sua parte, teremos um planeta sustentável.”, afirma. “A educação transforma as pessoas e elas transformam o mundo, parafraseando Paulo Freire , para que sejamos um exemplo em Educação ambiental para o mundo”.

  • Sustentabilidade além do campus: como projetos da Unileão chegam às comunidades do Cariri

    Sustentabilidade além do campus: como projetos da Unileão chegam às comunidades do Cariri

    Computadores que poderiam virar descarte hoje ajudam moradores do Crato a aprender manutenção e montagem de máquinas em oficinas comunitárias. A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Unileão e a Associação Pró-Muriti e integra um conjunto de projetos ligados à agenda ambiental da instituição.

    Além dessa ação, outras organizações da região também são beneficiadas. A ONG Kariri Ambiental, por exemplo, recebeu 12 mil lâmpadas fluorescentes para destinação ambientalmente adequada, enquanto a Associação Dom Bosco, em Barbalha, foi contemplada com a doação de 200 cadeiras.

    De acordo com a coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, professora Isabel Calixto, as ações buscam reduzir o descarte inadequado e ampliar o reaproveitamento de materiais que ainda podem ser utilizados por outras instituições.

    Sustentabilidade integrada à formação acadêmica

    Parte das iniciativas é desenvolvida por meio do Programa de Educação Ambiental e Social (PEAS), que reúne estudantes de diferentes cursos em atividades dentro e fora da universidade.

    Entre as ações, alunos de Odontologia incentivam o uso de escovas de bambu como alternativa ao plástico descartável. Já estudantes de Biomedicina participam do Laboratório Vivo de Plantas Medicinais, espaço voltado ao estudo científico de espécies medicinais e à troca de conhecimentos com comunidades.

    Em uma atividade realizada durante o Encontro de Saberes da Caatinga, estudantes ensinaram moradores a produzir papel semente artesanal, técnica que reutiliza papel descartado e permite o plantio após o uso.

  • Semana do Meio Ambiente 2026: Unileão promove ações de sustentabilidade e conscientização

    Semana do Meio Ambiente 2026: Unileão promove ações de sustentabilidade e conscientização

    Entre os dias 8 e 12 de junho, a Unileão realiza a Semana do Meio Ambiente 2026, com uma programação especial voltada à educação ambiental, sustentabilidade e conscientização ecológica. A programação acontecerá em diferentes espaços da Instituição, como o Campus Saúde, o Campus Lagoa Seca e o Hospital Veterinário da Unileão (HOVET).

    As atividades serão promovidas pelos cursos da Instituição e pelo Programa de Educação Ambiental e Social (PEAS), reunindo estudantes, colaboradores e comunidade externa em ações que incentivam a preservação ambiental e o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

    A programação contará com exposições temáticas, oficinas, exibição de filme, campanhas solidárias, distribuição de mudas, arrecadação de resíduos e atividades educativas abordando temas como conservação da fauna, reflorestamento, saneamento básico, biodiversidade, reciclagem e responsabilidade socioambiental.

    Confira a programação completa:

    PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2026

    08 de junho | Segunda-feira

    Medicina Veterinária – Campus Lagoa Seca e HOVET 10h15 às 12h

    · Animais não domiciliados e sua relação com a propagação de zoonoses

    · Raízes do Cariri: reflorestamento e educação ambiental

    · A importância do saneamento básico na prevenção de zoonoses

    Campus Saúde | 14h

    · Equilíbrio Verde: Cores que Florescem – experiência de cuidado em saúde mental por meio da produção de tintas naturais obtidas a partir de plantas

    09 de junho | Terça-feira

    Curso de Direito | 8h às 10h

    · Oficina “Tribunal da Vida: Justiça Ambiental em Júri Popular”

    Laboratório de Inovação | 18h30

    · Cine PEAS: exibição do filme Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento

    · Certificação de 4 horas

    · Inscrição mediante doação de lixo eletrônico

    Medicina Veterinária

    · Educação para a sustentabilidade

    · Convivência selvagem: educação para a conservação da fauna silvestre em ambiente urbano

    Pátio do Bloco E

    · Distribuição de mudas de árvores nativas em troca de materiais de higiene pessoal para pacientes em situação de vulnerabilidade social

    10 de junho | Quarta-feira

    Medicina Veterinária

    · Animais domésticos e o perigo das plantas ornamentais tóxicas em casa

    · Utilização de composteira com resíduos orgânicos domiciliares

    · Preservação e conservação da Chapada do Araripe e a importância da sua biodiversidade

    Campus Saúde

    · Campanha de arrecadação de óleo de cozinha usado, coordenada pelo PEAS Enfermagem

    12 de junho | Sexta-feira

    Medicina Veterinária

    · Quais os animais silvestres com risco de extinção no Cariri?

    · Tecnologias acessíveis e sustentáveis aplicadas às comunidades rurais do Cariri

    · Educação comunitária sobre guarda responsável e bem-estar animal para prevenção de zoonoses

  • O caminho das águas: como a Unileão transforma reuso em estratégia contra o desperdício

    O caminho das águas: como a Unileão transforma reuso em estratégia contra o desperdício

    Em uma região historicamente marcada pelos períodos de estiagem, a Unileão tem adotado soluções voltadas ao uso consciente da água. No campus Lagoa Seca, a água utilizada em banheiros e cozinhas passa por tratamento e é reaproveitada em diferentes atividades da rotina acadêmica.

    A iniciativa é realizada por meio de uma Estação de Tratamento de Água implantada pela instituição em 2019, considerada a primeira desse tipo em uma instituição de ensino da região. Com capacidade para reaproveitar cerca de 12 mil litros por dia, o sistema evita o desperdício de aproximadamente 300 mil litros de água por mês, volume suficiente para encher 600 caixas d’água residenciais de 500 litros.

    Ao longo de 2025, a estação tratou e reutilizou aproximadamente 12,9 milhões de litros de água. Após o tratamento, os efluentes passaram a ser utilizados em atividades como irrigação de jardins, limpeza de áreas comuns e apoio a obras de construção civil realizadas no campus.

    Segundo a professora Ana Isabel Calixto, coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, as chamadas “águas cinzas” são provenientes principalmente de banheiros e cozinhas. Antes do reaproveitamento, elas passam por um processo de tratamento que permite a utilização em atividades não potáveis.

    Para a coordenadora, a iniciativa integra uma estratégia contínua de gestão ambiental desenvolvida pela universidade.

    “Cada vez que a gente irriga o nosso solo e mantém as nossas árvores, a gente também está mantendo a água. Quanto mais árvores, mais água. Quanto mais a gente protege o solo, mais água a gente tem no subsolo”, afirma. 

    Reuso como alternativa

    Na Unileão, o reaproveitamento de águas cinzas tem se consolidado como alternativa para reduzir a demanda por água potável fornecida pela rede pública.

    A estratégia também está associada à preservação ambiental nos campi. Os três espaços da instituição reúnem mais de 600 espécies de plantas entre árvores nativas e ornamentais, utilizadas tanto na arborização quanto em atividades de educação ambiental.

    Parte das espécies possui identificação por QR Code, permitindo que estudantes e visitantes acessem informações sobre características, funções ecológicas e importância ambiental das plantas.

    Sustentabilidade incorporada à rotina acadêmica

    Além da infraestrutura, a instituição também incorpora práticas sustentáveis ao cotidiano acadêmico e administrativo. O reuso da água integra um conjunto de ações voltadas à gestão de recursos naturais desenvolvidas nos campi.

    Ao transformar o reaproveitamento em prática permanente, a universidade utiliza o próprio ambiente acadêmico como espaço de aplicação de soluções relacionadas à realidade climática da região.

    Em um território onde a escassez hídrica influencia historicamente a vida urbana e rural, iniciativas como essa aproximam tecnologia, educação ambiental e uso consciente da água de situações concretas do cotidiano.

  • Semana do Meio Ambiente: como a Unileão impulsiona a geração própria de energia solar no Cariri

    Semana do Meio Ambiente: como a Unileão impulsiona a geração própria de energia solar no Cariri

    O avanço da energia solar no Brasil já não se concentra apenas em grandes capitais ou polos industriais. No interior do Ceará, municípios da região do Cariri têm ampliado a presença de projetos voltados tanto à geração comercial quanto ao consumo próprio, acompanhando a expansão das fontes renováveis no país.

    Cidades como Abaiara, Brejo Santo, Mauriti e Milagres já abrigam grandes usinas responsáveis pela distribuição de energia para o sistema elétrico. Em Juazeiro do Norte, outro movimento ganha espaço: o crescimento de sistemas de geração distribuída voltados ao abastecimento de instituições, empresas e empreendimentos locais.

    Entre os exemplos está o sistema fotovoltaico do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), que mantém, desde 2016, um projeto de geração própria de energia. Segundo dados do Relatório de Sustentabilidade da instituição, o complexo opera atualmente uma das maiores estruturas de geração solar do Nordeste destinadas exclusivamente ao consumo próprio.

    Como o sistema foi ampliado

    O primeiro sistema foi instalado no campus Lagoa Seca, com painéis fixos posicionados nos telhados do Bloco E e no estacionamento da Clínica-Escola. Ao longo dos anos, o projeto passou por ampliações e atualizações tecnológicas.

    Em 2019, a estrutura incorporou painéis móveis capazes de acompanhar o movimento do sol para ampliar a eficiência da geração. Já em 2024, a expansão incluiu módulos bifaciais, tecnologia que permite captar luz solar em ambos os lados das placas.

    Segundo a equipe técnica responsável pelo projeto, os módulos aproveitam tanto a incidência direta da luz quanto a luminosidade refletida pelo solo, aumentando a eficiência da geração.

    “O diferencial do projeto é que a energia produzida é destinada integralmente ao consumo da própria instituição”, explica o engenheiro Marcos Vinicius Leite de Araújo, que acompanha a implantação do sistema desde o início.

    Como funciona a geração própria

    O modelo adotado pela Unileão se enquadra na modalidade de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), sistema capaz de permitir a residências, escolas, empresas e indústrias a produção parcial ou integral da energia consumida.

    Nesse formato, quando a produção supera o consumo imediato, o excedente é direcionado para a rede elétrica da distribuidora e convertido em créditos energéticos, utilizados posteriormente pela unidade consumidora.

    O crescimento desse modelo acompanha uma tendência nacional de descentralização da produção elétrica, especialmente em regiões com alta incidência solar, como o Nordeste.

    Os números da expansão

    Os dados do projeto ajudam a dimensionar a expansão da geração própria ao longo da última década.

    Em 2016, o sistema registrava produção anual de cerca de 229 mil kWh. Em 2025, a capacidade chegou a 2,45 milhões de kWh. Segundo o engenheiro Marcos Vinicius, o volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 3 mil residências com quatro moradores. Já a projeção para 2026 é alcançar 3 milhões de kWh.

    De acordo com o especialista, parte desse crescimento ocorreu após a implantação de uma terceira usina móvel instalada nas proximidades do Hospital Veterinário.

    Ao todo, o sistema conta com 3.678 módulos em operação. A estimativa é que a economia operacional relacionada à geração própria alcance R$ 2,6 milhões em 2026.

    Atualmente, o parque opera com três estruturas:

    • usina fixa instalada nos telhados do campus;

    • usina móvel localizada no complexo esportivo;

    • nova usina móvel responsável pela ampliação recente da capacidade de geração.

    Cariri como polo de transição energética

    Para a coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, professora Ana Isabel Calixto, a expansão da energia solar no Cariri é o principal pilar da transição energética local. Segundo ela, a alta incidência de radiação solar transforma o semiárido em um polo de desenvolvimento sustentável.

    “A alta radiação solar da região traz benefícios imediatos, como independência econômica, atração de megaempreendimentos e geração de energia limpa com zero emissão de gases do efeito estufa”, destaca a professora.

    Ela também ressalta que a produção solar tem gerado uma economia que beneficia diretamente a instituição, sem necessidade de repasse dos custos de energia para as mensalidades dos alunos.

    “A produção de energia solar, renovável e limpa tem evitado a emissão de mais de 26 toneladas de resíduos por mês, que deixariam de poluir a água, a terra e o ar”, explica. A quantidade de resíduos, associada à geração energética baseada em combustíveis fósseis, tem como base parâmetros de plataformas e organizações ambientais, como SOS Mata Atlântica e WWF Brasil.

    Outras soluções sustentáveis

    Além da produção solar, a política ambiental da Unileão inclui iniciativas voltadas à eficiência energética. Entre elas está um sistema de climatização que utiliza blocos de gelo produzidos com energia solar durante o dia para resfriamento de ambientes no período noturno, horário em que o custo da eletricidade costuma ser mais elevado. A tecnologia funciona por meio do armazenamento térmico: o frio gerado durante o dia é utilizado posteriormente para reduzir o consumo nos horários de pico.

    De acordo com a professora Ana Isabel, contribuir com a redução dos impactos da poluição, enquanto universidade, traz satisfação por ajudar a construir um futuro mais limpo. “Isso nos traz a satisfação em contribuir com um futuro mais limpo e sustentável”, afirma.

  • Estação da Unileão reaproveita quase 13 mil m³ de água por mês

    Estação da Unileão reaproveita quase 13 mil m³ de água por mês

    Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água ganha ainda mais relevância na discussão sobre o uso consciente dos recursos hídricos. Em Juazeiro do Norte, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) mantém, desde 2019, uma estação de tratamento no campus Lagoa Seca que reaproveita mensalmente quase 13 mil metros cúbicos de “águas cinzas”. Para efeito de comparação, esse volume corresponde a uma quantidade suficiente para abastecer 10 mil residências.

    Em uma região marcada historicamente por períodos de estiagem, o reaproveitamento transforma o que antes seria descartado em recurso estratégico para irrigação de jardins, limpeza e apoio à construção civil no próprio campus.

    As chamadas “águas cinzas”, explica a professora Ana Isabel Calixto, coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, são provenientes de banheiros e cozinhas do campus e passam por tratamento antes de serem reutilizadas. Ela também explica que o reaproveitamento reduz a demanda por água potável e integra uma estratégia mais ampla de preservação ambiental.

    Proteção do solo e dos lençóis freáticos

    Além da reutilização da água, a instituição adota medidas voltadas à proteção dos recursos subterrâneos. Os três campi funcionam como espaços de educação ambiental, reunindo mais de 600 espécies de plantas, entre nativas e ornamentais. A maioria está identificada com placas em QR Code, que oferecem informações sobre as espécies e suas características.

    “Cada vez que a gente irriga o nosso solo e mantém as nossas árvores, a gente também está mantendo a água. Quanto mais árvores, mais água. Quanto mais a gente protege o solo, mais água a gente tem no subsolo”, ressalta a professora Ana Isabel.

    A lógica é simples: preservar a cobertura vegetal significa ampliar a capacidade de retenção e infiltração da água da chuva, aspecto estratégico em regiões de clima semiárido.

    Tecnologia para reduzir consumo e custos

    A política ambiental da instituição também envolve eficiência energética. Um dos sistemas implantados é a climatização sustentável baseada em blocos de gelo resfriados por energia solar. Durante o dia, painéis solares captam a luz do sol e resfriam os blocos. À noite, o frio armazenado é liberado para climatizar os ambientes, reduzindo a necessidade de energia elétrica convencional.

    O sistema é especialmente eficaz nos horários de pico, entre 17h30 e 20h30, quando o custo do quilowatt-hora pode ser até cinco vezes maior. A economia pode chegar a 80% na conta de energia. A tecnologia funciona de forma semelhante a uma garrafa térmica, que conserva a temperatura sem necessidade de energia externa contínua.

    Educação ambiental como prática permanente

    Desde 2022, a Unileão mantém um programa interno de gestão sustentável, incentivando colaboradores a adotarem práticas conscientes no ambiente de trabalho.

    “A Unileão entende que a preocupação com a preservação do meio ambiente deve estar sempre presente em todos os âmbitos. As iniciativas impactam diretamente a comunidade acadêmica e a sociedade, incentivando a adoção de práticas sustentáveis e fortalecendo a consciência ambiental ativa. Dessa forma, a Unileão reafirma diariamente seu compromisso com a sustentabilidade, promovendo projetos que geram impacto positivo nas comunidades do entorno”, afirma a professora Ana Isabel.

    Sustentabilidade no contexto regional

    Em uma região onde a gestão eficiente da água é tema estratégico, iniciativas de reaproveitamento e proteção do solo dialogam diretamente com os desafios ambientais do semiárido. Ao transformar águas cinzas em recurso reutilizável e investir na preservação de áreas verdes, a instituição incorpora à rotina acadêmica uma pauta que ultrapassa os limites do campus.

    Conheça outras práticas e os modelos de gestão adotados clicando aqui.

  • Unileão recebe Selo Instituição Socialmente Responsável 2025-2026

    Unileão recebe Selo Instituição Socialmente Responsável 2025-2026

    O Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) recebeu o Selo Instituição Socialmente Responsável 2025-2026, reconhecimento nacional concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). A partir deste ciclo, o selo passa a integrar as publicações institucionais em site, redes sociais, folders, informativos e demais materiais de divulgação, reforçando o compromisso da Unileão com práticas que impactam positivamente a comunidade caririense.

    O selo faz parte da 21ª edição da Campanha da Responsabilidade Socioambiental do Ensino Superior Particular, iniciativa que tem como proposta demonstrar à sociedade que as Instituições de Ensino Superior desenvolvem ações voltadas ao bem-estar coletivo, à inclusão e ao desenvolvimento sustentável. Além de valorizar projetos realizados ao longo do ano, o selo contribui para ampliar a visibilidade das iniciativas que fortalecem a relação entre universidade e comunidade.

    Criada em 2005, a campanha já conta com a participação de mais de 600 instituições em todo o país, consolidando-se como uma das principais mobilizadoras de práticas socioambientais no âmbito da educação superior. Ao receber o reconhecimento, a Unileão reafirma seu compromisso institucional com ações que promovem cidadania, responsabilidade social e melhoria da qualidade de vida na região.

    “A Unileão possui um Comitê de Sustentabilidade que planeja, implementa e avalia  uma gestão sustentável na IES. Então esse selo é o reconhecimento de todas as nossas ações integradas, na gestão e nos cursos através do PEAS. Trabalhar em uma instituição responsável ambientalmente, que se preocupa com as futuras gerações, é um orgulho”, disse a coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, Ana Isabel Calixto.

    Conheça algumas ações de sustentabilidade promovidas pela Unileão

    A Unileão mantém o programa Unileão Sustentável, voltado para práticas ambientais e sociais que estimulam o protagonismo da comunidade acadêmica na construção de uma cultura de responsabilidade socioambiental.

    Entre as iniciativas, destacam-se:

    • Semana do Meio Ambiente: evento anual com atividades de conscientização, oficinas, palestras e ações educativas voltadas para preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais.

    • Projetos de extensão e eventos acadêmicos: atividades que abordam temas como saúde, meio ambiente, sustentabilidade, cidadania e responsabilidade social, conectando pesquisa, ensino e comunidade.

    • Educação e conscientização ambiental: ações formativas que integram sustentabilidade à missão institucional, promovendo reflexões e práticas que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região. 

    Para saber mais sobre o tema, acesse Unileão Sustentável.

    Confira também o Relatório de Sustentabilidade 2024!

  • Unileão reforça compromisso com a sustentabilidade durante a Semana do Meio Ambiente

    Unileão reforça compromisso com a sustentabilidade durante a Semana do Meio Ambiente

    Entre os dias 31 de maio e 6 de junho, a Unileão promoveu mais uma edição da Semana do Meio Ambiente, com uma programação diversificada e repleta de atividades educativas, projetos inspiradores e iniciativas que reforçam o compromisso institucional com a sustentabilidade. A abertura oficial ocorreu no dia 31 de maio e marcou um momento especial: a apresentação e premiação dos projetos desenvolvidos no âmbito do Programa de Educação Ambiental e Social (PEAS) da Unileão.

    A cerimônia de premiação contou com uma banca avaliadora composta por três profissionais de referência em suas áreas: a professora Dra. Maria Arlene Pessoa (URCA), a professora Dra. Cláudia Marco (UFCA) e a professora Suzana Alencar (CPA Unileão). Os projetos apresentados evidenciaram o protagonismo dos cursos da Unileão e a criatividade dos estudantes e professores na busca por soluções que aliam responsabilidade ambiental e impacto social positivo. Confira os projetos premiados:

    1º lugar: Projeto Lab Vivo Biomedicina, orientado pelas professoras Ana Ruth e Raíra Justino;

    2º lugar: Projeto Labjor Educação Física, sob orientação do professor José Edson.

    Destaques especiais:

    • Projeto de coleta de óleo de cozinha usado (Administração – Profª Márcia Leite);

    • Descarte correto de medicamentos (Enfermagem – Profª Elayne Dantas);

    • Troca de escovas plásticas por escovas de bambu (Odontologia – Profª Marayza Alves).

    A coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade da Unileão, professora Ana Isabel Santos, registrou agradecimentos especiais para todos os envolvidos no PEAS: “Agradeço aos professores participantes, pois todos são premiados por contribuírem para a construção de um planeta melhor. Também registramos um agradecimento aos projetos do curso de Psicologia, com a professora Larissa Linard; de Fisioterapia, com a professora Rejane Fiorelli; e de Medicina, com a professora Bruna [sobrenome]”, disse.

    Além da premiação, a programação da semana contou com diversas atividades que integraram ensino, comunidade e práticas sustentáveis: Chá Científico com o curso de Biomedicina; distribuição de mudas com o curso de Medicina; ação de troca de escovas plásticas por escovas de bambu com a Odontologia; roda de conversa sobre a importância da coleta de óleo com a Administração; exposição de brinquedos feitos com material reciclável pelo curso de Educação Física; e o Bazar Eco Psi, promovido pelo curso de Psicologia.

  • Unileão reforça a importância da preservação e da sustentabilidade no Dia Mundial do Meio Ambiente

    Unileão reforça a importância da preservação e da sustentabilidade no Dia Mundial do Meio Ambiente

    O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho, começou a ser comemorado em 1972, com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. Ao longo dos anos, a ocasião foi se configurando uma plataforma global de sensibilização pública sobre o tema, celebrada por milhões de pessoas em mais de 100 países. Pensando nisso, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) tem se preocupado em desenvolver e ampliar as medidas de proteção e preservação ambiental.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, a instituição realiza o dia sem plástico, com o intuito de promover a redução do uso desses materiais poluentes. A iniciativa se deu pela urgência da problemática e suas implicações. Mais de 400 milhões de plásticos de 5mm de diâmetro acabam em alimentos, água e ar. Estima-se que cada pessoa no planeta consome mais de 50.000 partículas de plástico por ano. A poluição plástica e seus impactos prejudicam a saúde, economia e meio ambiente, não podendo ser ignorados. O relatório da ONU destaca que o plástico representa 85% dos resíduos que chegam aos oceanos e adverte que até 2040 os volumes de plásticos que fluem para o mar podem triplicar.

    Sustentabilidade na Unileão

    O desenvolvimento sustentável é o caminho para a preservação do meio ambiente e das condições de vida necessárias à sobrevivência das próximas gerações. Ciente disso, a Unileão é comprometida com essa causa ao longo de todo o ano, por meio de ações que visam incentivar a construção de um mundo melhor para todas as espécies que nele habitam.

    Pelo Núcleo de Sustentabilidade e pelo Programa de Educação Ambiental e Social (Peas), toda a comunidade acadêmica da Unileão é incentivada à prática de ações sustentáveis que reafirmam diariamente o compromisso da Instituição com a Educação Ambiental.

    Seguindo os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), as ações de sustentabilidade da Unileão incluem iniciativas voltadas para o melhor aproveitamento do uso de recursos como água, energia e papel, dentre outros, sempre na perspectiva de deixar um planeta melhor para as futuras gerações. Todas essas ações podem ser conferidas no Relatório de Sustentabilidade 2022 da Unileão.

    Confira formas de contribuir com a preservação do meio ambiente:

    – Substitua canudos de plástico pelos feitos com materiais biodegradáveis ou metálicos;

    – Substitua as sacolas plásticas por ecobags na sua rotina de compras nos mercados;

    – Adote uma garrafa e evite utilizar copos descartáveis;

    – Não jogue óleo de cozinha usado no ralo ou esgoto;

    – Evite desperdícios;

    – Faça a coleta seletiva do lixo;

    – Pratique a carona solidária;

    – Economize energia elétrica e água;

    – Consuma produtos com menor impacto ambiental, como a escova dental fabricada com bambu;

    – Mantenha áreas verdes ao seu redor;

    – Tenha o compromisso de agir com responsabilidade ambiental;

    – Prefira produtos feitos com material reciclado;

    – Ande sempre com sua xícara de café (além de ser mais saudável, protege o meio ambiente);

    – Incentive outra pessoa a ter atitudes sustentáveis.