Doar sangue é um gesto simples, rápido e capaz de salvar vidas. Em junho, a campanha Junho Vermelho reforça a importância da doação voluntária e da conscientização da população sobre a necessidade de manter os estoques dos hemocentros abastecidos durante todo o ano.
A mobilização ganha ainda mais destaque no dia 14 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao nascimento do médico e imunologista austríaco Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos ABO, um marco fundamental para a medicina transfusional.
Engajada na promoção da saúde e da responsabilidade social, a Unileão mantém uma parceria ativa com o Hemocentro do Ceará (Hemoce), realizando campanhas de incentivo à doação de sangue junto à comunidade acadêmica. As ações acontecem ao longo do ano e mobilizam estudantes, professores, colaboradores e a população em geral para contribuir com os estoques de sangue da região.
Para a professora do curso de Enfermagem da Unileão, Ana Borges, a doação de sangue é indispensável para garantir a assistência a pacientes que necessitam de cirurgias, tratamentos hematológicos, atendimentos de urgência e outras condições clínicas que dependem diretamente das transfusões.
“Existe uma pessoa que depende desse produto, que não pode ser fabricado ou confeccionado de maneira artificial. É uma pessoa que está lá na outra ponta precisando que alguém saudável doe sangue para que ela possa se submeter a um determinado tratamento”, explica.
Além das campanhas de mobilização, a docente reforça a importância da regularidade das doações para garantir a segurança dos estoques ao longo do ano.
“Aquela bolsa de sangue doada vai impactar, vai fazer a diferença na vida de mais de um paciente, de uma até várias vidas. Então, tem um impacto real na vida de outras pessoas. As pessoas não devem esperar só por momentos de campanhas para poderem vir doar, mas pensar numa doação regular e, com isso, colaborar para a manutenção desse estoque saudável”, destaca.
Uma parceria que salva vidas
A parceria entre Unileão e Hemoce tem contribuído para ampliar a conscientização sobre a importância da doação de sangue e fortalecer os estoques da região do Cariri. Somente em 2025, as cinco campanhas realizadas na Instituição resultaram em 266 doações de sangue. Em 2026, duas ações já mobilizaram a comunidade acadêmica e contabilizaram outras 147 doações.
Por meio de campanhas periódicas realizadas na Instituição, centenas de pessoas são mobilizadas para praticar o gesto solidário. Além de facilitar o acesso à doação, as ações promovem informação e sensibilização sobre o papel social dos doadores.
De acordo com Maria Edivania, representante do Hemoce de Juazeiro do Norte, os resultados das campanhas realizadas na Unileão demonstram o engajamento da comunidade acadêmica com a causa.
“Isso representa muitas vidas que poderão ser beneficiadas. Levar a campanha de doação de sangue para dentro da faculdade vai muito além da coleta. É uma oportunidade de sensibilizar os estudantes para a importância da doação voluntária e regular. Esses jovens, que serão os profissionais do futuro, passam a compreender o impacto desse gesto na vida de quem precisa de transfusão e se tornam multiplicadores dessa causa”, explica.
Quem pode doar sangue?
Para doar sangue, é necessário atender a alguns critérios básicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde:
Estar em boas condições de saúde;
Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade com autorização dos responsáveis);
Pesar mais de 50 kg;
Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação;
Apresentar documento oficial com foto.
O processo é seguro, rápido e realizado por profissionais capacitados. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que o sangue coletado é separado em diferentes componentes para atender pacientes com necessidades distintas.
Quando se fala em sustentabilidade, muita gente pensa imediatamente em reciclagem, preservação ambiental ou redução de resíduos. Mas o conceito também envolve cultura, saúde, inclusão social e fortalecimento das comunidades.
É essa visão ampliada que estudantes da Unileão vêm experimentando na prática por meio de projetos que conectam a formação acadêmica aos desafios da sociedade.
Um dos exemplos é o projeto “Cartografia das Curas e Benzimentos” desenvolvido por estudantes dos cursos de Direito e Medicina. A iniciativa percorre comunidades do Crajubar (Crato, Juazeiro e Barbalha) para mapear práticas tradicionais de cura, benzimentos e saberes populares transmitidos entre gerações.
O trabalho já conquistou reconhecimento internacional com a aprovação de um artigo científico no VIII Congresso Mexicano de Antropologia Social e Etnologia, um dos mais importantes da América Latina.
Para o professor Pedro Adjedan, orientador da pesquisa, a iniciativa fortalece o diálogo entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares.
“O diálogo entre os saberes tradicionais e a universidade se faz necessário para uma formação humanizada, sobretudo para uma mudança paradigmática sobre a perspectiva de saúde, doença, identidade e territorialidade”, explica.
Valorização da cultura local
Além da produção científica, o projeto contribui para o reconhecimento de práticas culturais historicamente presentes na região do Cariri.
Para Gabriel Freitas, estudante do quarto semestre de Direito, o resultado alcançado reforça a importância de preservar esses conhecimentos.
“Essa aprovação é muito importante não só para o projeto, mas também para a valorização da cultura popular aqui do Cariri, principalmente do trabalho das rezadeiras, curandeiras, meizinheiras e das pessoas que produzem os famosos xaropes e chás medicinais”, afirma.
Como a sustentabilidade chega à sala de aula
Outra iniciativa que conecta os conteúdos acadêmicos a projetos voltados para o desenvolvimento sustentável é o Programa de Educação Ambiental Social (PEAS).
A proposta vai além da preservação ambiental. Os projetos desenvolvidos estimulam competências como responsabilidade social, trabalho em equipe, visão crítica, cidadania e atuação profissional.
Projetos que geram impacto dentro e fora da universidade
Atualmente, estudantes de diferentes cursos participam de iniciativas voltadas à sustentabilidade e à transformação social.
Entre elas estão:
Administração e Ciências Contábeis
Projeto de coleta de óleo de cozinha usado em parceria com a Sabão Juá, que transforma o resíduo em produtos destinados a comunidades.
Biomedicina
O projeto Lab Vivo trabalha com plantas medicinais e educação em saúde.
Enfermagem
Ações educativas sobre o descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso nas Unidades Básicas de Saúde.
Fisioterapia
O projeto Fisio Sustentável promove atividades de conscientização ambiental e responsabilidade social.
Odontologia
Orientações sobre saúde bucal e incentivo ao uso de escovas produzidas com materiais mais sustentáveis.
Psicologia
Discussões sobre saúde mental e construção de espaços de bem viver entre estudantes.
Educação Física
O LABJOR desenvolve brinquedos a partir de materiais recicláveis utilizados em escolas públicas de Juazeiro do Norte.
Medicina
Distribuição de mudas de árvores e atividades educativas que discutem a relação entre meio ambiente, qualidade de vida e saúde mental.
Formação profissional conectada aos desafios do presente
Cada projeto é acompanhado por docentes e busca aproximar o conhecimento acadêmico das demandas reais da sociedade.
O objetivo é formar profissionais capazes de compreender os impactos sociais, ambientais e culturais de suas decisões e atuar de forma mais consciente em suas áreas de atuação.
Esse compromisso também foi reconhecido nacionalmente. Em 2025, a Unileão recebeu o selo Instituição Socialmente Responsável, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que reconhece instituições com atuação permanente em benefício das comunidades onde estão inseridas.
Ao incorporar a sustentabilidade em diferentes cursos, a Unileão reforça uma ideia cada vez mais presente no mercado e na sociedade: formar profissionais para o futuro também significa prepará-los para enfrentar os desafios do presente.
A Unileão inaugurou, na tarde desta quarta-feira, 11 de junho, o Complexo Integrado de Fisioterapia Neonatal e Pediátrico, primeiro espaço universitário da região dedicado ao atendimento especializado de recém-nascidos, crianças e adolescentes. A iniciativa faz parte das comemorações pelos 25 anos da instituição, amplia o acesso da população do Cariri e de estados vizinhos a serviços de reabilitação.
O complexo reúne atendimentos em fisioterapia oftalmogógica, neuropedriatria, fisioterapia respiratória pediátrica e hidroterapia, concentrando em um único espaço especialidades que já eram oferecidas pela clínica-escola da instituição. Além de beneficiar pacientes e famílias, o novo equipamento fortalece a formação prática dos estudantes da área.
Durante a inauguração, a pró-reitora pedagógica, professora Sônia Souza, relembrou que o projeto nasceu de um caderno de anotações da professora Gardênia Martins, coordenadora do curso de Fisioterapia. Nele, eram registradas propostas e necessidades observadas ao longo dos anos de atendimento infantil.
A solenidade reuniu gestores acadêmicos, docentes, o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) e demais representantes da entidade.
Recuperação do pequeno Joás mostra importância da intervenção precoce
Um dos pacientes atendidos pela Unileão é Joás, nascido prematuro com apenas 27 semanas e cinco dias de gestação. Morador de Exu (PE), Joás iniciou o acompanhamento no início deste ano, após passar três meses internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e depender de oxigênio para sobreviver.
“Eu achava que não ia levar meu filho para casa. Era sonda para se alimentar, oxigênio para respirar. Ver ele hoje respirando sem oxigênio, se alimentando e acompanhando o desenvolvimento… tudo para mim é um milagre”, relata a mãe, Ericleia Cordeiro.
Segundo a professora Yáskara Amorim Filgueira, o acompanhamento precoce é decisivo para crianças que enfrentam complicações respiratórias após o nascimento.
“Você reabilitar um pulmão de uma criança, reabilitar a parte cardiorrespiratória, é vital”, afirma.
Atendimento integrado acompanha diferentes fases do desenvolvimento infantil
O complexo foi estruturado para atender desde recém-nascidos até adolescentes.
Na área neonatal, o foco está no acompanhamento de bebês que passaram por internações hospitalares ou apresentam condições que exigem monitoramento especializado. Já a área pediátrica atende crianças e adolescentes com demandas de reabilitação motora, respiratória, neurológica e visual.
Entre elas está Maria Kaysa, de 8 anos, moradora da zona rural de Exu (PE). Desde 2019, a família viaja três vezes por semana para garantir o tratamento da criança.
“Lá onde a gente vive não tem o atendimento respiratório, que é o que ela mais necessita”, conta a mãe, Maria das Graças Ferreira da Anunciação.
Kaysa nasceu com encefalopatia, conhecida popularmente como paralisia cerebral, e apresenta comprometimentos motores e visuais.
De acordo com a professora Zildanê Pimental, o trabalho integrado entre as especialidades potencializa os resultados.
“À medida que a estimulação visual melhora, a criança consegue fixar objetos, e isso influencia diretamente no desenvolvimento motor”, explica.
Os avanços já são percebidos pela família.
“O respiratório dela melhorou muito. Ela não sabia nem tossir e hoje consegue. Ela tinha um olhinho que se movimentava muito e agora já consegue focar um pouco melhor”, diz a mãe.
Espaço fortalece a formação dos futuros fisioterapeutas
Além da assistência à comunidade, o novo complexo amplia as oportunidades de aprendizagem para os estudantes de Fisioterapia da Unileão.
Sob supervisão docente, os alunos participam dos atendimentos e desenvolvem competências clínicas em situações práticas de cuidado.
“Nosso papel é orientar, acompanhar e, gradualmente, permitir que ele desenvolva autonomia”, explica a professora Zildanê.
Números do atendimento
De acordo com a coordenadora do curso, professora Gardênia Martins, a inauguração do Complexo Integrado de Fisioterapia Neonatal e Pediátrico consolida um trabalho que já transformou vidas e representa um passo importante para ampliar o acesso da população a serviços especializados de reabilitação e fortalecer a formação de profissionais preparados para atuar nas demandas concretas da região.
Os números da clínica-escola demonstram a dimensão desse atendimento. Somente em 2025, foram realizados quase 3 mil atendimentos em estágio nas áreas de neuropediatria, fisioterapia oftalmológica e fisioterapia respiratória pediátrica.
E mesmo antes da inauguração oficial do complexo, os atendimentos especializados já registram resultados expressivos. Apenas no primeiro semestre de 2026, mais de 200 atendimentos foram realizados junto a crianças e adolescentes acompanhados pela instituição.
Serviço
Quem pode ser atendido?
• Recém-nascidos;
• Crianças;
• Adolescentes com demandas de reabilitação respiratória, neurológica, motora e visual.
Especialidades oferecidas
• Fisioterapia Neonatal;
• Fisioterapia Respiratória Pediátrica;
• Neuropediatria;
• Fisioterapia Oftalmológica
• Hidroterapia.
Como agendar
• Encaminhamento de profissional de Saúde e/ou triagem pela Clínica-Escola de Fisioterapia da Unileão.
• Informações e agendamentos (recepção geral): (88) 2101-1065
Onde fica
• Complexo Integrado de Fisioterapia Neonatal e Pediátrico da Unileão
• Localização: por trás da clínica-escola de Fisioterapia.
• Endereço: Anel Viário José Sobreira de Amorim – Lagoa Seca, Juazeiro do Norte – CE.
“Antes do dente vem a pessoa.”. Foi com essa reflexão que o cirurgião-dentista odontopediatra Paulo Bonavides, conhecido nacionalmente como “Tio Paulo”, conduziu a Aula Magna promovida pelo curso de Odontologia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio, na noite desta quarta-feira (10/06), no campus Lagoa Seca. O evento integrou as comemorações pelos 15 anos da graduação.
Ao longo da palestra, o convidado abordou as transformações vivenciadas pela Odontologia nas últimas décadas, defendendo uma atuação profissional que combine conhecimento científico, acolhimento e construção de vínculos com os pacientes.
De acordo com ele, a profissão deixou para trás a imagem historicamente associada ao medo e à dor para assumir um papel mais humanizado, especialmente no atendimento infantil.
“A odontologia, hoje, não cuida só de dente. Cuida de gente. Antes do dente vem a pessoa. E, principalmente, no público que eu atendo, vem um ser em desenvolvimento. A gente está atendendo a criança, mas, ao mesmo tempo, está atendendo a insegurança e o medo dos pais daquela criança”, afirmou.
Para o odontopediatra, a atuação profissional deve estar sustentada em três pilares fundamentais: amor, confiança e ciência.
Ciência e atualização constante
Durante a palestra, Paulo Bonavides relembrou o início da própria trajetória acadêmica e destacou a importância da formação continuada para os futuros profissionais.
Segundo ele, uma orientação recebida ainda na graduação marcou sua forma de enxergar a carreira.
“Quando eu tinha mais ou menos 20 anos de idade, a diretora da minha faculdade falou: ‘Você fala muito bem, a gente quer muito te contratar para ser professor, mas isso não basta. Para você ser um bom professor, você precisa andar colado com a ciência’”, recordou.
A partir dessa experiência, o palestrante reforçou que o desenvolvimento profissional exige estudo permanente e atualização constante.
“Tem coisa na vida que se discute. A ciência não se discute. Então, quer ser professor? Quer formar novas pessoas? Quer transformar isso que você faz numa arte em sala de aula? Vai estudar.”
A mensagem foi retomada ao longo do encontro, quando o odontopediatra incentivou os estudantes a investirem continuamente em qualificação.
“A odontologia é treino. E ela é um treino diário. Se você não treina, se você não estuda, o teu vizinho, o teu amigo vai treinar, vai estudar e vai passar na tua frente.”
Da odontologia ao fenômeno digital
Com mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, Paulo Bonavides ganhou projeção nacional durante a pandemia, quando seus vídeos começaram a alcançar milhões de visualizações.
Para ele, o crescimento não está relacionado a uma técnica diferente da utilizada por outros profissionais, mas à forma de apresentar a Odontologia ao público.
“Eu acho que o grande segredo é que eu fui o pioneiro que furou a bolha, que mostrou para as pessoas que a nossa profissão não está ligada 100% ao medo e ao pânico.”
O odontopediatra atribui parte dessa abordagem às influências artísticas que marcaram sua trajetória pessoal.
“Eu tento pegar toda essa parte e fazer o encantamento do meu paciente, para que aquela consulta vire realmente um verdadeiro show.”
Apesar da popularidade alcançada nas plataformas digitais, ele ressaltou que o objetivo principal continua sendo a promoção da saúde infantil.
“A gente está falando de criança, de ciência e de procedimento. Porque, antes de eu subir no palco, eu estou ali para promover saúde da criança. Isso é primordial.”
Ao encerrar sua participação, Paulo Bonavides destacou que oportunidades profissionais costumam ser resultado de preparação e dedicação contínuas.
“Não foi sorte. Foi uma oportunidade que eu tive, mas eu estava pronto para segurar essa oportunidade. Existiu muito treino por trás disso antes da viralização.”
Curso celebra 15 anos de trajetória
A Aula Magna integrou a programação comemorativa pelos 15 anos do curso de Odontologia da Unileão.
De acordo com o coordenador da graduação, professor Rodrigo Murrer, o curso formou 1.656 cirurgiões-dentistas entre o final de 2015 e o final de 2025. Nesse período, também foi avaliado três vezes pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), figurando entre as 20% melhores instituições do país na área.
Durante a solenidade, o coordenador destacou a contribuição de estudantes, docentes e egressos para a consolidação da graduação.
“O pessoal acha estranho que no interior do Ceará tenha uma faculdade com a qualidade que a gente tem aqui. E, às vezes, quem está aqui dentro não sabe o que tem”, afirmou.
Circular pela 15ª Mostra de Anatomia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), realizada na noite da última terça-feira (9), não era tarefa simples. O gramado tomado por estudantes, familiares e visitantes refletia o sucesso de mais uma edição do evento, que reuniu alunos do primeiro semestre dos cursos da saúde em apresentações criativas sobre o corpo humano.
Caminhar pelo espaço era como atravessar diferentes universos em poucos metros. Bastavam alguns passos para encontrar estudantes caracterizados como personagens de filmes, séries e jogos, além de tendas inspiradas em acontecimentos históricos, esportes e temas do cotidiano. Havia referências a Alice no País das Maravilhas, Cisne Negro, Mortal Kombat, Jogos Mortais, A Noiva Cadáver, Viva – A Vida é uma Festa, além de apresentações sobre guerras, radioatividade, boxe, a Boate Kiss, o acidente que vitimou Marília Mendonça e muitos outros temas.
Em comum, todos tinham o desafio de relacionar a Anatomia Humana à arte em suas mais diversas formas.
Entre os trabalhos apresentados, um deles era inspirado em um dos episódios mais marcantes da história do automobilismo brasileiro: o acidente que vitimou Ayrton Senna.
A estudante Alanis Cisne, do curso de Medicina, explica que a proposta do grupo foi utilizar a Anatomia para compreender as lesões provocadas pelo impacto sofrido pelo piloto.
“A relação com a Anatomia consistiu em detalhar a biomecânica do impacto que causou, infelizmente, a falência do piloto. As principais lesões aconteceram na região occipital, em decorrência do impacto no capacete. Também explicamos uma reação que ele apresentou após o impacto, interpretada por muitas pessoas como uma tentativa de sair do carro, mas que, na verdade, estava relacionada a uma lesão neurológica”, explicou.
O corpo perfeito existe?
Se alguns grupos buscaram inspiração em acontecimentos históricos, outros voltaram o olhar para discussões cada vez mais presentes na sociedade.
Foi o caso da equipe da estudante Clara Aparecida, do curso de Psicologia, que apresentou o Museu do Corpo Perfeito. A proposta do estande era provocar reflexões sobre procedimentos estéticos e seus possíveis impactos para a saúde.
“O tema da nossa apresentação foi o Museu do Corpo Perfeito. Nele, retratamos a questão das cirurgias plásticas que deram errado e os problemas que isso pode causar ao corpo humano. Abordamos casos relacionados ao peeling de fenol, rinoplastia, lipoaspiração e também ao uso de esteroides”, contou.
Titanic e os efeitos da hipotermia extrema
Inspirada em um dos filmes mais conhecidos da história, a equipe da estudante Maria Clara Marinho, do curso de Fisioterapia, utilizou Titanic como ponto de partida para explicar os efeitos da hipotermia extrema no corpo humano.
“Escolhemos o tema do Titanic para relacioná-lo à falência de órgãos e à hipotermia extrema. No banner, apresentamos informações sobre os principais sistemas e órgãos afetados, como os sistemas nervoso, cardiovascular, respiratório, muscular, tegumentar e endócrino”, explicou.
Para tornar a experiência ainda mais imersiva, as integrantes do grupo apostaram em maquiagem e caracterização inspiradas nas vítimas do naufrágio.
“As integrantes do grupo ficaram maquiadas e caracterizadas como se estivessem sofrendo com o frio e o afogamento. Enquanto isso, realizamos a explanação para o público”, acrescentou a estudante.
O Hospital Veterinário do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) é localizado no Campus Lagoa Seca em Juazeiro do Norte, Cariri Cearense. Caminhando para a entrada do equipamento, é possível visualizar a parede de tijolos cerâmicos maciços e desencontrados, em formato ondulado, que compõe a fachada e nos convida a conhecer o espaço. Um gato de pelagem escura nos acompanha desde o estacionamento, como se fosse encarregado de ser o guia da visita. Encontrar gatos ou cachorros passeando, dormindo ou espreguiçando no canto é comum, sinal de que encontraram ali o cuidado e carinho que precisavam.
A arquitetura do Hospital foi projetada pela equipe da Lins Arquitetos com estratégias bioclimáticas. Foto: Joana França
O Hospital Veterinário (Hovet) recebe animais de pequeno e grande porte em diversas especialidades, contando com atendimento de emergência 24h para pequenos animais. Desde sua inauguração, em 2020, mais de 18 mil animais já foram atendidos de todos os estados do Nordeste e das cinco regiões do país. Ao mesmo tempo que amplia o acesso da população a serviços veterinários, ele também oferece aos estudantes uma formação acadêmica com vivência prática supervisionada.
Entre os serviços oferecidos estão atendimentos clínicos e cirúrgicos, exames laboratoriais, diagnóstico por imagem, serviços de necropsia, entre outros.
Os alunos do curso de Medicina Veterinária têm a oportunidade de estagiar nele desde o primeiro semestre, desenvolvendo habilidades e construindo experiências fundamentais para um profissional qualificado. Esse contexto prepara médicos veterinários alinhados às demandas reais do mercado de trabalho.
A professora, coordenadora do curso e diretora do Hovet, Juliana Almeida, reforça a importância do modelo de aprendizagem imersiva através dos estágios. “É o que eles vão viver quando entrarem na profissão”, conta, “Acaba dando muita oportunidade de exercitar não só a parte técnica, mas como também a parte humanizada do atendimento e de convivência dentro do hospital”.
A estudante Marina Mel vivencia o modelo de aprendizado prático desde que ingressou na instituição, e que acabou se tornando sua parte favorita da graduação. “Para mim, é essencial isso. E o que me faz gostar mais da Unileão e de cursar aqui é porque, desde o primeiro semestre, eles dão essa oportunidade”. A universitária do quinto semestre, natural da cidade de Tarrafas, se encontrou na área dos animais de pequeno porte.
Com uma estrutura de alto padrão e de destaque na região, o Hospital se torna uma aspiração para quem deseja dedicar a vida ao cuidado de animais. Para Yzes Mascarenhas do sétimo semestre, ele foi um lugar a ser conquistado quando estava na escola. “O hospital veterinário era um sonho, tipo, você vê a estrutura que tem, os profissionais que trabalham, os aparelhos que a gente usa, a disponibilidade de conhecimento e informação. E quando eu pude ter a oportunidade de conhecer isso, ter a certeza que ia ser estudante daqui, pra mim foi uma realização”.
A rotina de um estagiário exige tempo e dedicação mas, principalmente, sensibilidade no ato de cuidar. Yzes é estagiária no setor de Reprodução na área dos animais de grande porte e o realiza com dedicação. “Amo Reprodução. Eu acho que é onde eu me sinto mais feliz, sabe? Eu esqueço o celular, o mundo fora. Quando eu tô acompanhando algum professor na área da Reprodução, para mim é essa a opção mais feliz do mundo”, relata.
A seleção para estágios depende da demanda dos setores, previamente informada pelos preceptores, e ocorre através da avaliação da média global, confirmação de matrícula regular e entrevista com o candidato.
Impacto dentro e fora da unidade
O corpo docente e técnico que supervisiona e realiza os atendimentos é variado e experiente na área, composto em grande parte por médicos veterinários, mas também por biólogos e zootecnistas. As especialidades atendidas são:
Clínico Geral
Cirurgião Geral
Dermatologista
Fisioterapeuta
Neurologista
Odontologista
Ortopedista
Oncologista
Nutricionista
Clínico geral para animais silvestres e exóticos.
Alex Rosa, coordenador administrativo-financeiro do Hovet, destaca que o impacto positivo na comunidade é um dos principais propósitos da atuação do hospital. Com a marca de mais de 18 mil pacientes atendidos desde sua inauguração, a instituição tem como prioridade oferecer um atendimento humanizado, pautado na atenção às particularidades de cada animal e de seus tutores — diferencial que vem sendo cada vez mais reconhecido pela comunidade.
A diretora Juliana Almeida relembra um caso marcante na história do equipamento, o do cachorro Gomes. Abandonado na avenida Ailton Gomes com duas patas quebradas, Gomes foi deixado para morrer. Por meio do convênio da época com a prefeitura da cidade, ele foi levado ao Hovet e recebeu todo o tratamento e cuidado que precisava. Sua internação durou mais de cem dias. Após a alta, o hospital decidiu adotar Gomes e hoje ele é um dos participantes do Pet Terapia, projeto que visita crianças internadas através da parceria com o Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha
Momento de visita com animais promovido pelo Pet Terapia. Foto: Reprodução.
Além de Gomes, os cachorros Ralph, Judite, Carnaval e Januário compõem a equipe do projeto junto à alunos de medicina veterinária. O Pet Terapia promove bem-estar, alívio e acolhimento aos envolvidos. O resultado é percebido por relatos de pais, profissionais e os próprios pequenos. Veja mais aqui!
Inovação em fazer a diferença
À medida que o estudante tem acesso a variedade de casos clínicos, seja os que saem do comum e exigem atualização especializada da área ou os da rotina, a capacidade de diagnóstico e índice de experiências cresce exponencialmente, enriquecendo o repertório do futuro veterinário.
E isso é percebido pelo cenário de egressos da instituição. A professora Juliana comenta o destaque que muitos recebem após a formatura, inclusive, no próprio Hospital Universitário! “Nossos egressos se tornaram nossos professores, nossos preceptores. Então tem muita gente forte e esforçada, que realmente ama a profissão”, pontua.
Alex Rosa, aponta que, na área de grandes animais, o hospital está entre os poucos da região com estrutura especializada, sendo referência no Cariri. O Hovet conta com exames laboratoriais automatizados, capazes de liberar resultados de hemogramas e bioquímicos em menos de 15 minutos, tornando a agilidade do diagnóstico fator essencial para o início imediato dos protocolos terapêuticos.
Segundo o gestor, o Hospital Veterinário também se destaca como um polo de inovação na prática da medicina veterinária. “Desenvolvemos protocolos que consideramos inovadores dentro do hospital. Contamos com profissionais que estudam continuamente, participam de simpósios, congressos e eventos científicos para trazer novas abordagens e, ao mesmo tempo, construir os nossos próprios diferenciais”, afirma.
Inovar não é somente aplicar novidades tecnológicas de ponta, mas construir dia após dia uma cultura de cuidado que acolha pacientes e tutores – e faça a diferença em momentos decisivos. O animal é colocado no centro de cada decisão, levando profissionais e estudantes a fazer da prática clínica um exercício diário de humanidade.
“Eu acredito que essa metodologia seja o maior legado que podemos deixar. Quando toda a equipe compreende que o paciente é a prioridade e está no centro de todas as decisões, o trabalho passa a ser realizado com mais propósito e sensibilidade, sempre com a convicção de que estamos oferecendo o melhor cuidado possível ao paciente”, comenta Alex Rosa.
Os alunos que têm a oportunidade de aprender e viver a medicina veterinária na unidade transformam o hospital e são transformados por ele. Animais chegam à unidade em momentos delicados, acompanhados de tutores e projetos que carregam no rosto a preocupação e, muitas vezes, a esperança de encontrar ali o cuidado que não encontrariam em outro lugar.
Nesse cotidiano de emergência e frenesi, estudantes como a Yzes descobrem, passo a passo, o lugar que desejam ocupar na medicina veterinária. “Hoje eu tô aqui pra futuramente ser uma médica veterinária. Então, pra mim, a cada passo que eu dou é uma porta que eu tô abrindo”, resume a estudante, que vê no hospital o lugar onde sonho, técnica e responsabilidade se encontram.
O que define o Hospital Veterinário da Unileão está nos saguões, salas e laboratórios; em cada futuro médico veterinário, professor, preceptor e funcionário; e com certeza também é presente no gato que é guia, no cachorro que ajuda na terapia e em tantos outros animais que o fizeram de lar, seja por pouco ou mais tempo.
O que fazer diante de uma fofoca na escola? Como reagir quando uma situação não sai como esperado? E de que forma uma criança pode identificar comportamentos inadequados de adultos ou colegas? Essas são algumas das questões abordadas pelo jogo de tabuleiro “O que fazer?”, desenvolvido pelos estudantes Artur Graça, Lucília Lemos e Joelica Silva, do curso de Psicologia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão).
O trabalho integrou a programação da VII Mostra de Ludoterapia, realizada na noite desta terça-feira (9), no pátio do Bloco E, reunindo projetos desenvolvidos pelos alunos da disciplina.
Criado manualmente com o auxílio de aplicativos de ilustração, o jogo apresenta uma minicidade que reproduz ambientes comuns à rotina infantil, como casa, escola, vizinhança e igreja. A proposta é que a criança escolha um desses cenários para, em seguida, ser apresentada a uma situação-problema relacionada àquele contexto.
A partir daí, o mediador utiliza cartas vermelhas com desafios hipotéticos e oferece cartas verdes contendo possíveis soluções. A criança pode escolher uma das alternativas apresentadas ou criar sua própria resposta, utilizando cartas em branco disponíveis no jogo.
Segundo os autores, a dinâmica busca estimular a reflexão sobre diferentes formas de enfrentar situações cotidianas e compreender as consequências de cada escolha.
“Se a criança tentou desse jeito, mas não deu certo, como é que ela lida caso isso não dê certo? Ou então ela tentou desse jeito e deu certo, mas será que ela poderia ter feito melhor?”, explica o estudante Arthur Graça.
De acordo com ele, o material pode ser adaptado conforme as demandas observadas durante o atendimento, permitindo trabalhar questões como resolução de problemas, tomada de decisões e tolerância à frustração.
“A intenção do jogo é servir como base para a construção de alternativas reais da vida, tanto para resolver problemas quanto para identificá-los”, afirma.
Do cotidiano aos temas sensíveis
Entre as cartas desenvolvidas pelo grupo está uma intitulada “Toques Indesejados”, criada para abordar situações relacionadas ao assédio e aos limites do contato físico.
A proposta é oferecer um recurso lúdico que facilite conversas sobre temas que, muitas vezes, não são discutidos de forma aberta com as crianças.
“É uma coisa que muitas vezes acontece, mas passa despercebido pelas crianças porque não é algo muito bem trabalhado nas escolas, não é conversado com os pais. Inclusive, quando acontece, acontece geralmente dentro de casa”, observa Arthur Graça.
Para os estudantes, o jogo funciona como um instrumento que possibilita à criança expressar percepções, dúvidas e experiências de forma mais espontânea.
A comunicação da criança através do brincar
Professor da disciplina de Ludoterapia, Junior Linhares explica que o brincar ocupa um papel central no processo de comunicação infantil.
Segundo ele, quanto menor a criança, maiores tendem a ser as limitações da linguagem verbal para expressar sentimentos, conflitos e experiências vividas.
“A comunicação com a criança parte do brincar. A dimensão lúdica — o brincar, o brinquedo, o jogo e a brincadeira — facilita para que ela possa se comunicar”, explica.
É justamente a partir desse princípio que os estudantes são desafiados, durante a disciplina, a desenvolver recursos voltados ao público infantil.
Mostra reúne quase 80 estudantes
A Ludoterapia é uma disciplina ofertada nas etapas finais do curso de Psicologia e voltada ao trabalho com a infância. Durante o semestre, os alunos recebem uma situação-problema e são convidados a criar um brinquedo ou jogo destinado a crianças de até 12 anos.
A 7ª Mostra de Ludoterapia foi organizada para apresentar esses materiais à comunidade acadêmica. Nesta edição, participaram quase 80 estudantes, distribuídos em 13 equipes nos turnos manhã e noite.
A trajetória da psicóloga Fernanda Leite é um exemplo de como dedicação, estudo e propósito podem abrir caminhos para importantes conquistas profissionais. Formada em Psicologia pela Unileão, a egressa acumula aprovações que refletem o compromisso com sua formação e atuação na área.
A primeira grande conquista veio em 2023, quando foi aprovada na Residência Integrada Multiprofissional em Atenção Hospitalar – Urgência e Emergência do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), em Curitiba. Mais recentemente, celebrou uma nova realização: a aprovação no concurso público do município de Barbalha.
Para Fernanda, a formação recebida na Unileão foi fundamental para a construção desse percurso.
“O curso de Psicologia da Unileão me preparou possibilitando conhecimentos amplos e essenciais para as conquistas que obtive, principalmente para a Residência no terceiro maior Hospital Federal do Brasil. As disciplinas de Políticas Públicas, Psicologia Social e Comunitária foram minhas principais bases para compreender como deve ser o funcionamento da saúde no Brasil. Guardo com carinho todos os ensinamentos”, destaca.
Formação construída dentro da Unileão
A relação de Fernanda com a Instituição foi além da graduação. Após concluir o curso, ela deu continuidade à sua formação acadêmica na própria Unileão, onde finalizou a pós-graduação em Teoria Psicanalítica, ampliando seus conhecimentos e aprofundando sua prática profissional.
Durante a graduação, participou ativamente de diversas atividades acadêmicas que contribuíram para sua formação. Foi monitora das disciplinas de Políticas Públicas e Psicologia do Trabalho, integrou um projeto de Iniciação Científica voltado ao estudo do discurso de ódio na mídia digital e participou de atividades extracurriculares na área de gestão, em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA).
Uma jornada guiada pela Psicanálise
Segundo Fernanda, a pós-graduação teve papel decisivo na construção de sua identidade profissional.
“Com a pós-graduação em Teoria Psicanalítica tive contato com psicanalistas extremamente éticos e responsáveis com o fazer da psicanálise, que ajudaram a construir o meu fazer profissional. Tanto é que minha escolha pela residência da UFPR foi norteada pela psicanálise. Era o único edital que colocava a psicanálise como teoria de base”, relembra.
Aprovada por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), a psicóloga seguiu aprofundando sua formação e atualmente integra o Aleph – Escola de Psicanálise de Belo Horizonte.
“Hoje faço parte do Aleph como participante inscrita, contribuindo para a continuidade de um fazer psicanalítico ético e norteado pelo desejo”, afirma.
O Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) está com inscrições abertas para o processo de Seleção Docente 2026.2. A oportunidade é destinada à seleção externa de professor(a) assistente para atuação no curso de Psicologia, na disciplina Psicologia e Saúde do Trabalhador.
Entre os requisitos para participação estão graduação em Psicologia e titulação mínima de pós-graduação lato sensu em áreas como Saúde do Trabalhador, Psicologia e Gestão de Pessoas, Psicologia e Gestão de Recursos Humanos, Saúde Mental ou Saúde. Também é exigida experiência docente no ensino superior.
As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 10 e 14 de junho, conforme orientações previstas no edital.
O curso de Fisioterapia realiza, na próxima quinta-feira (11), a inauguração oficial e simbólica do Complexo Integrado Neonatal e Pediátrico (Unileão Kids), primeiro espaço universitário da região dedicado ao atendimento especializado de recém-nascidos, crianças e adolescentes.
A programação será dividida em três momentos ao longo do dia. Pela manhã e à noite, estudantes do curso de Fisioterapia participarão de painéis temáticos sobre a atuação profissional no cuidado infantil. Já no período da tarde, o espaço será apresentado à imprensa e a autoridades convidadas.
A iniciativa representa um avanço para a assistência em saúde infantil no Cariri e amplia as oportunidades de aprendizagem prática para os estudantes, que passarão a contar com uma estrutura voltada ao desenvolvimento de competências específicas nas áreas de fisioterapia neonatal e pediátrica.
Programação destaca cuidado humanizado e fortalecimento da rede de saúde infantil
A abertura das atividades para os estudantes acontecerá às 9h, com o painel “O papel transformador da Fisioterapia no cuidado infantil: acolhimento, reabilitação e humanização da assistência”, ministrado pela fisioterapeuta Dra. Kátia Maria Silva Barboza Lucas.
Com experiência na reabilitação de crianças e adolescentes com disfunções neuromotoras, a profissional atua com foco no cuidado humanizado, na funcionalidade e na promoção da qualidade de vida. Também possui trajetória na docência em disciplinas da área da saúde e atualmente é pós-graduanda em Fisioterapia nas Doenças Neuromusculares, além de CEO da clínica Fisioeterapias.
Às 18h30, a programação será retomada com o painel “A importância da Fisioterapia no fortalecimento da saúde infantil e da rede de cuidado no Cariri”, conduzido pelo médico pediatra Dr. Cícero Cruz Macêdo.
Doutor em Ciências da Saúde e docente da Universidade Federal do Cariri (UFCA), o palestrante possui ampla atuação em pediatria, neonatologia, saúde coletiva e saúde mental infantojuvenil, com contribuições reconhecidas por instituições de saúde e órgãos públicos do Ceará e de Pernambuco.
Novo espaço fortalece ensino e assistência
Além de ampliar os serviços especializados oferecidos à população, o Complexo Integrado de Fisioterapia Neonatal e Pediátrico reforça o compromisso da Unileão com a formação de profissionais preparados para atuar em diferentes fases do desenvolvimento infantil.
A nova estrutura foi concebida para integrar ensino, prática clínica e atendimento humanizado, contribuindo para o fortalecimento da rede de cuidado voltada à saúde de recém-nascidos, crianças e adolescentes na região do Cariri.
Serviço
Inauguração do Complexo Integrado de Fisioterapia Neonatal e Pediátrico (UNILEÃO Kids)
Data: quinta-feira, 11 de junho
Local: Clínica de Fisioterapia KIDS – Centro Universitário Dr. Leão Sampaio
09h – Painel O papel transformador da Fisioterapia no cuidado infantil: acolhimento, reabilitação e humanização da assistência Palestrante: Dra. Kátia Maria Silva Barboza Lucas
Tarde – Apresentação institucional Voltada para imprensa e autoridades convidadas
18h30 – Painel A importância da Fisioterapia no fortalecimento da saúde infantil e da rede de cuidado no Cariri Palestrante: Dr. Cícero Cruz Macêdo