{"id":54775,"date":"2023-11-08T11:13:11","date_gmt":"2023-11-08T14:13:11","guid":{"rendered":"https:\/\/unileao.edu.br\/?p=54775"},"modified":"2023-11-08T11:13:11","modified_gmt":"2023-11-08T14:13:11","slug":"mes-da-consciencia-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/2023\/11\/08\/mes-da-consciencia-negra\/","title":{"rendered":"M\u00eas da Consci\u00eancia Negra: Unile\u00e3o convida comunidade a conhecer obras de autoras negras neste novembro"},"content":{"rendered":"<p>Quantos livros de autoras negras voc\u00ea j\u00e1 leu este ano? Quantos filmes voc\u00ea j\u00e1 assistiu este ano produzidos e estrelados por pessoas negras? Neste novembro, m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, a Unile\u00e3o convida a comunidade a conhecer e celebrar o trabalho de pessoas negras, especialmente mulheres, grupo duplamente invisibilizado socialmente e cujas contribui\u00e7\u00f5es t\u00eam importante relev\u00e2ncia para a literatura, o cinema e as diversas \u00e1reas da nossa sociedade.<\/p>\n<h2><strong>Para conhecer o trabalho de autoras negras, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 preciso procurar longe. Confira algumas das diversas obras disponibilizadas nas Bibliotecas da Unile\u00e3o e conhe\u00e7a mais sobre suas escritoras:<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>Hero\u00ednas Negras Brasileiras em 15 cord\u00e9is<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54777\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/heroinas-negras-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/heroinas-negras-300x158.jpg 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/heroinas-negras.jpg 649w\" sizes=\"(max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/p>\n<p>Talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido falar de Dandara e Carolina Maria de Jesus. Mas e Eva Maria do Bonsucesso? Luisa Mahin? Na Agontim\u00e9? Tia Ciata? Essas (e tantas outras) mulheres negras foram verdadeiras hero\u00ednas brasileiras, mas pouco se fala delas, seja na escola ou nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Diante desse apagamento, h\u00e1 anos a escritora Jarid Arraes tem se dedicado a recuperar \u2015 e recontar \u2015 suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de cord\u00e9is que resgata a mem\u00f3ria dessas personagens que lutaram pela sua liberdade e seus direitos, reivindicaram seu espa\u00e7o na pol\u00edtica e nas artes e levantaram sua voz contra a injusti\u00e7a e a opress\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Autora<\/strong>: <strong>Jarid Arraes<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54781\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jarid-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"329\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jarid-300x200.jpg 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jarid.jpg 638w\" sizes=\"(max-width: 329px) 100vw, 329px\" \/><\/p>\n<p>Nascida em Juazeiro do Norte, na regi\u00e3o do Cariri (CE), \u00e9 escritora, cordelista, poeta e autora do romance &#8220;Corpo Desfeito&#8221; e do premiado \u201cRedemoinho em Dia Quente\u201d, vencedor do pr\u00eamio Biblioteca Nacional, do APCA de Literatura na categoria Contos, e finalista do pr\u00eamio Jabuti. Jarid tamb\u00e9m \u00e9 autora do livro de poemas \u201cUm Buraco com meu Nome\u201d, da colet\u00e2nea \u201cHero\u00ednas Negras Brasileiras em 15 Cord\u00e9is\u201d e de &#8220;As Lendas de Dandara&#8221;. Atualmente vive em S\u00e3o Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita para Mulheres e tem mais de 70 t\u00edtulos publicados em literatura de cordel.<\/p>\n<h3><strong>Olhos D\u2019\u00e1gua<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54783\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/olhos-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/olhos-300x200.jpg 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/olhos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/olhos-768x512.jpg 768w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/olhos.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><\/p>\n<p>Em Olhos d\u2019\u00e1gua, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo ajusta o foco de seu interesse na popula\u00e7\u00e3o afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a viol\u00eancia urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura po\u00e9tica \u00e0 fic\u00e7\u00e3o, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Queren\u00e7a, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Za\u00edta. Ou ser\u00e3o todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidosc\u00f3pio da literatura em variados instantes da vida? Sem quaisquer idealiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o aqui recriadas, com firmeza e talento, as duras condi\u00e7\u00f5es enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.<\/p>\n<h3><strong>Autora: Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54784\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/conceicao-300x200.png\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/conceicao-300x200.png 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/conceicao.png 729w\" sizes=\"(max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/p>\n<p>Concei\u00e7\u00e3o Evaristo nasceu em 29 de novembro de 1946, em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Trabalhou como empregada dom\u00e9stica, tornou-se professora e fez faculdade de Letras, al\u00e9m de mestrado e doutorado. \u00c9 autora de obras como \u201cOlhos D\u2019\u00e1gua\u201d, \u201cPonci\u00e1 Vic\u00eancio\u201d e \u201cInsubmissas L\u00e1grimas de Mulheres\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Pequeno Manual Antirracista<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54785\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/pequeno-300x169.png\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/pequeno-300x169.png 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/pequeno-768x432.png 768w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/pequeno.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/p>\n<p>Neste pequeno manual, a fil\u00f3sofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, viol\u00eancia racial, cultura, desejos e afetos. Em onze cap\u00edtulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflex\u00e3o para aqueles que queiram aprofundar sua percep\u00e7\u00e3o sobre discrimina\u00e7\u00f5es racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transforma\u00e7\u00e3o do estado das coisas.<\/p>\n<h3><strong>Autora: Djamila Ribeiro<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-54786\" src=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/djamila-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/djamila-300x180.jpg 300w, https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/djamila.jpg 572w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/p>\n<p>Fil\u00f3sofa e pesquisadora, Djamila Ribeiro \u00e9 uma das principais vozes brasileiras no combate ao racismo e ao feminic\u00eddio. Sua atua\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada \u00e0 Filosofia Pol\u00edtica, com \u00eanfase em Teoria Feminista, Rela\u00e7\u00f5es Raciais e de G\u00eanero, e Feminismo. Djamila tornou-se conhecida no pa\u00eds por seu ativismo na internet, acumulando 1.3 milh\u00f5es de seguidores no Instagram. \u00c9 autora de obras como \u201cPequeno Manual Antirracista\u201d e \u201cQuem tem Medo do Feminismo Negro?\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Mais sobre o M\u00eas da Consci\u00eancia Negra<\/strong><\/h3>\n<p>O Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra \u00e9 celebrado em 20 de novembro e marcado por atividades culturais, debates e manifesta\u00e7\u00f5es organizadas pelo movimento negro em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. A data foi institu\u00edda oficialmente pela Lei Federal N\u00ba 12.519\/2011. Embora tenha sido oficializada somente em 2011, a data j\u00e1 estava inclu\u00edda no calend\u00e1rio escolar desde o ano de 2003.<\/p>\n<p>Benedita da Silva foi a autora do projeto que definiu o 20 de novembro como o Dia da Consci\u00eancia Negra, em contraposi\u00e7\u00e3o ao 13 de maio, em que se comemora a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. A data n\u00e3o representava, de fato, a liberdade dos negros escravizados, j\u00e1 que a vida de mis\u00e9ria do povo preto seguiu ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o. Em virtude disso, institui-se o dia 20 de novembro em mem\u00f3ria de Zumbi dos Palmares e da sua luta hist\u00f3rica pela liberdade e valoriza\u00e7\u00e3o do povo negro no Brasil.<\/p>\n<p>Para ampliar os debates, em todo o m\u00eas de novembro, s\u00e3o realizadas a\u00e7\u00f5es em prol da campanha. A Unile\u00e3o defende, ainda, que o protagonismo de pessoas negras na sociedade e as suas relevantes contribui\u00e7\u00f5es devem ser celebrados durante todos os dias do ano, combatendo a invisibiliza\u00e7\u00e3o e o racismo estrutural que ainda reverberam em nosso pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00e3o celebra escritoras negras neste m\u00eas de novembro e refor\u00e7a que luta por visibilidade deve ser refor\u00e7ada todos os dias, ao longo do ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":54787,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[1140],"editoria":[],"class_list":["post-54775","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-institucional","tag-mes-da-consciencia-negra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54775\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54775"},{"taxonomy":"editoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/hml.unileao.edu.br\/wp-json\/wp\/v2\/editoria?post=54775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}